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    A mobilidade urbana engloba tudo aquilo que torna mais rápido e prático a transição do indivíduo nas cidades. É uma garantia prevista pela Constituição brasileira de 1988, fornecendo a oportunidade de um meio viável e igualitário. Todavia, o movimento dentro das cidades está se tornando mais estático contrapondo o dinâmico. Pensar a ocupação do espaço público junto a vulnerabilidade que a locomoção por meio de transportes fornece torna-se essencial.
       A priori, o crescimento nas cidades sofre aumento gradativo. Junto a ele, a ocupação dos meios de transporte nos espaços públicos cresce em níveis absurdos, promovendo uma durabilidade gigantesca do cidadão no trânsito. A contraposição, os automóveis, mecanismos criados com a fundamentação de tornar mais ágil a vida da população, resulta em fator primordial de longa espera em congestionamentos, ou à procura de vagas em estacionamentos, missão  equivalente a trabalho árduo por haver um meio com maior quantidade de carros e um número menor de pessoas.
      Como princípio de criação, o projeto de facilidade no perímetro urbanizado falha em fornecer uma qualidade em si. O tempo desperdiçado traz também a insegurança na via. O indivíduo que permanece estático com o carro no mesmo lugar está propenso a sofrer ataques criminosos e assaltos a mão armada. O estado do Rio de Janeiro é um exemplo claro de casos semelhantes. A criminalidade pelo trânsito alcança índices extremos. É uma quebra da Constituição de 1988, visto que a lei 12.587/2012 prevê um ambiente seguro e acessível.
       Em suma, a mobilidade urbana não conseguiu atingir sua essencialidade, considerando que a própria qualidade de vida da população é afetada negativamente. A falha estatal aqui presente depreende do não suprimento das necessidades básicas previstas na lei constitucional. Se agregando a isso, os órgãos governamentais devem promover novos projetos de mobilidade nas cidades. Esses planos necessitam de fins sustentáveis que qualificam a vida do cidadão e diminua a duração de congestionamentos.