A mobilidade urbana no Brasil

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    Segundo afirmativa Bernard Shaw, ''ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família'', não se aplica perfeitamente ao Brasil, pois os problemas gerados pela falta ou escassez da mobilidade urbana interferem diretamente na qualidade de vida das pessoas. Dessa forma, as possíveis causas que produziram tal panorama e suas consequências devem ser observadas para que, assim, soluções viáveis venham ser tomadas para acabar ou, pelo menos, amenizar tal problemática.
         Em primeira análise, os problemas oriundas da mobilidade urbana brasileira se deve a alguns motivos, dentre eles, o principal, é o processo de urbanização acelerado que o país passou na década de cinquenta. Nessa perspectiva, o rápido crescimento das urbes fez com que a desordem se instaurasse pouco a pouco, pois em países desenvolvidos, cujo o processo de urbanização foi lento e gradual, observa-se uma lógica na estrutura de sua cidade, diferentemente do Brasil em que houve um aumento no número de favelas, desordem no escoamento de veículos por causa da falta de planejamento nas vias, além do precário serviço de transporte público. Em contrapartida, há cidades brasileiras as quais servem de exemplo, como foi Brasília, construída no governo de JK, seguindo um plano piloto, respeitando não somente o meio ambiente, mas também a qualidade de vida de seus cidadãos.
       Em segunda análise, problemas gerados pela falta ou inexistência de mobilidade urbana no Brasil tem influenciado diretamente na qualidade de vida das pessoas de determinadas regiões, segundo o site G1, os paulistanos gastam, em média, 3 horas por dia no trânsito, tempo esse que poderia ser usado para se fazer uma atividade física, ou até mesmo descansar um pouco mais. Além disso, problemas ambientais decorrem dessa falta de organização, pois em dias e congestionamento há a emissão de gases poluentes que, futuramente, geraram doenças respiratórias, problemas ambientais, alimentando um ciclo em que problemas adjacentes são remediados, mas o cerne da questão, a mobilidade urbana, não recebe o devido cuidado.
        Por concluinte, a questão da mobilidade urbana brasileira deve ser solucionada uma vez que a sustentabilidade do meio ambiente depende disto. Dessa forma, cabe ao Estado criar projetos que visem melhorar a fluidez urbana, como construção de novas vias de escoamento, a imposição de pedágios mais caros, dificultar um pouco a aquisição de veículos particulares os quais associados a um serviço público de transporte de qualidade já diminuiriam muito essa problemática. Ademais, o indivíduo deve buscar inteirar-se com o problema e pesquisar sobre o que pode fazer para diminuir tais impactos a mobilidade urbana de sua cidade, para que, assim, o problema possa ser resolvido.