A mobilidade urbana no Brasil

Envie sua redação para correção
    Durante o Governo de Juscelino Kubitschek, o Brasil passou a investir em um modelo desenvolvimentista, no qual o poder aquisitivo da população foi ampliado a fim de estimular a compra de veículos particulares. Hodiernamente, é notório que a utilização do meio de transporte motorizado individual como principal meio de transporte não tem êxito, pois a mobilidade urbana brasileira está altamente prejudicada.
         Destaca-se, primordialmente, que, após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil urbanizou-se de forma muito rápida e desordenada. Isso se reflete nos dias atuais visto que 90% dos municípios brasileiros não possuem planejamento para a mobilidade urbana, segundo site Mobilize. Desse modo, os problemas de locomoção urbana no Brasil são inúmeros. Além da falta de segurança, os transportes públicos - mal planejados - estão cada vez mais lotados e precários. Ademais, como ressaltou Chico Buarque na música "Construção", devido ao mal planejamento urbano, cada imprevisto no tráfego aumenta engarrafamentos, lesando a locomobilidade do corpo social.
        Quiça, em meados do século XX, o deslocamento por estradas com carros tenha sido a melhor opção. Todavia, para que o Brasil continue a prosperar em pleno século XXI, é necessária a aplicação de capital em meios de transporte mais sustentáveis. Por exemplo, em Fortaleza, a prefeitura lançou o projeto Bicicletar, no qual, através de um cartão único, a população pode usufruir de ônibus, bicicletas compartilhadas e carros elétricos para sua locomoção. Ações como esta são um grande começo para a superação dos problemas da mobilidade urbana.
         Portanto, os governantes devem investir em projetos como o da bicicleta compartilhada, bem como construir mais ciclofaixas, a fim de mitigar impactos ambientais, desobstruir o trânsito e melhorar o bem-estar social. Ainda, é de suma importância que, através da mídia e redes sociais, sejam divulgadas campanhas de incentivo à população a usar meios de transporte alternativos, como carros elétricos e bicicletas. Desse modo, o Brasil será um país melhor de se viver, pois segundo o filósofo grego Platão, "O importante não é viver, mas viver bem".