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    Desde os incentivos à expansão do rodoviarismo, promovido pelo presidente Juscelino Kubitschek em seu governo, o Brasil passa por uma valorização exacerbada do carro, que culminou no problema de mobilidade urbana. Essa problemática persiste nos dias atuais e ocasiona um crescente número de congestionamentos, dificultando o deslocamento nas metrópoles do país, além de aumentar a emissão dos gases do efeito estufa. Essa problemática cresce no contexto da sociedade brasileira, causando entraves sociais.
         Decerto, o crescimento do uso de carros no Brasil é a causa principal dos problemas de mobilidade urbana no país. De acordo com o Observatório das Metrópoles, a tropa de carros dobrou nos últimos 10 anos nas metrópoles brasileiras, confirmando a preferência de veículos privados em detrimento dos transportes públicos, que são mais eficientes, diminuem os congestionamentos e emitem menos gases do efeito estufa. Essa preferência pelos transportes particulares demonstra a imaturidade da sociedade brasileira em relação a conjuntura da mobilidade urbana no país, ocasionando problemas na sociedade.
         Em consequência desse contexto negativo, os congestionamentos tornam-se epidêmicos nas grandes cidades brasileiras, além de causar o aumento exponencial da emissão de gases do efeito estufa. Essa situação mostra-se análoga a alegoria da caverna, do filósofo grego Platão, na qual as pessoas veem a realidade de forma deturpada, pelas sombras do que é real, no Brasil, a sociedade trata o uso de carros como o método mais rápido de locomoção, no entanto, se mais pessoas utilizassem os transportes públicos, o tempo de deslocamento diminuiria em decorrência da atenuação dos congestionamentos.A persistência da sociedade em uma conjuntura semelhante à alegoria do pensador grego prejudica a mobilidade urbana no país e urge por soluções.
         Faz-se necessário, portanto, que as instituições escolares promovam aulões temáticos e fóruns de debate, com a participação  de geógrafos focados no estudo da mobilidade urbana, visando educar as futuras gerações sobre a necessidade de mudar-se o modal principal da sociedade brasileira, possibilitando a melhora na conjuntura dos congestionamentos em metrópoles brasileiras e mitigando a emissão de gases do estufa. Em concomitância, é função do Governo Federal construir vias ferroviárias e faixas exclusivas para ciclistas, visando incentivar o uso desses modais pela população. Desse modo, atenuar-se-á os problemas relacionados à mobilidade urbana no país ao diminuir o protagonismo do carro dentre os meios de transporte, mudando a mentalidade da população, para que saia da caverna de Platão, melhorando o Brasil.