A mobilidade urbana no Brasil

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    Após o término da Guerra Fria o mundo tornou-se globalizado e vem passando por uma Revolução Técnico-Científico-Informacional, na qual, viabiliza avanços em modais de transporte otimizando a vida da população. Sendo assim, vários países conseguiram controlar o grande fluxo de veículos do cotidiano e melhorar a mobilidade em suas cidades. Entretanto, o atual cenário brasileiro não exibe evoluções semelhantes e apresenta problemas na flexibilidade urbana da sociedade, seja pelo alto custo dos transportes públicos, ora pela falta de investimentos em modais alternativos. Convém, então, pautar as principais consequências.
      Em primeira análise, é notório que o elevado valor das tarifas dos transportes coletivos estão entre as causas do impasse. Isto é, desde 1879 já houve uma rebelião dos moradores da cidade do Rio de Janeiro por conta do aumento da taxa dos bondes em vinte réis, conhecida como Revolta do Vintém. Tal qual, em 2013 as chamadas ‘’Manifestações dos 20 centavos’’ também reivindicaram justiça no valor cobrado pelos transportes públicos, visto que, a péssima estrutura dos veículos não condiz com o alto preço imposto. Logo, boa parte da população dirige-se pela busca de carros particulares para se locomover, o que promove diariamente constantes engarrafamentos.
      Em segunda análise, além da questão da tarifa do transporte coletivo, a ausência de investimentos em modais alternativos também deve ser contestada. Segundo o filósofo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido. De maneira análoga a Durkheim, muitas pessoas acabam saindo de casa em seus carros devido ao contexto situado nas cidades. Dessa forma, tendo apenas a opção do modal rodoviário em várias regiões, o indivíduo não possui outras formas para deslocar-se e acaba ficando preso em congestionamentos. Por consequência, observa-se muitos carros poluindo o ar que todos respiram e carregando poucas pessoas.
      Diante disso, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas. Para isso, cabe à sociedade, através de passeatas, continuar exigindo melhorias e acessibilidade no valor cobrado aos transportes coletivos. A fim de que seja garantida a população conforto e que cidadãos voltem a usar os veículos sociais, promovendo uma redução de congestionamentos, portanto, da poluição. E por fim, o governo, por meio de verbas públicas, deve promover projetos de novos transportes alternativos a população. De modo que, com ciclovias qualificadas, modais ferroviários e hidroviários modernos, a população ganhe mais opções para deslocar-se e, enfim, o Brasil irá conseguir avanços relativos à Revolução Técnico-Científico-Informacional.