A mobilidade urbana no Brasil

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    No Brasil,o transporte rodoviário teve impulso a partir da década de 1950,por iniciativa do presidente Juscelino Kubistcheck,em seu plano de metas,na qual tinha o objetivo de integrar todas as regiões do país.No entanto,apesar dos avanços do modelo rodoviarista,na conjuntura contemporânea,a mobilidade urbana é um dos principais desafios de gestão das cidades brasileiras.Nesse contexto,deve-se analisar como a falta de planejamento urbano e a má qualidade dos transportes públicos impulsionam tal problemática.
      Em primeiro lugar,cada vez mais as cidades estão perdendo a capacidade de permitir que as pessoas se movam com qualidade.A política desenvolvimentista de JK,viabilizou a instalação das indústrias automobilísticas no Brasil,fato que proporcionou à ascensão de automóveis a uma parcela da sociedade.Nesse viés,devido ao grande índice populacional ocorrido na ultimas décadas a procura por veículos individuais aumentou,corroborando para os longos engarrafamentos nas metrópoles.Isso ocorre devido a ineficácia das políticas públicas do Estado em possibilitar a população alternativas viáveis seguras,eficientes e de qualidade.Desse modo,o aumento da frota de veículos favorece ao aumento da poluição ambiental devido a queima de combustíveis fósseis.
     Outrossim,o poder público não fornece aos indivíduos transportes públicos de qualidade,promovendo a difusão da cultura do carro.De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas,a frota de automóveis cresceu 400% em dez anos.Com base nisso,nota-se que o incentivo aos transportes coletivos não tem sido efetivos,haja vista a alta procura por veículos individuais.Isso porque a oferta de serviços públicos é precário devido a alta dos preços das tarifas,ao tempo gasto e a superlotação.Além disso,nas cidades observa-se a falta de incentivo a alternativas sustentáveis,como por exemplo, o uso de bicicletas que não poluem o meio ambiente e diminui os engarrafamentos.Por conseguinte,os obstáculos da locomobilidade urbana acarreta significativamente a qualidade de vida da população.
     Infere-se,portanto,que é imprescídivel medidas para melhorar a mobilidade urbana nas cidades.Logo,cabe ao Poder Legislativo,por intermédio de leis específicas,fiscalizar e punir empresas de transportes  que não oferecem um serviço de qualidade,com o intuito de aumentar a procura por transportes coletivos e,posteriormente,diminuir a frota de veículos individuais.Ademais, o Ministério dos Transporte,em parceria com os as prefeituras municipais, por meio de investimentos,deve desenvolver projetos que visem a criação de ciclovias e ciclofaixas nas cidades,a fim oferecer a população uma alternativa eficiente e não poluente.