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    "A Sociedade do Consumo", obra do sociólogo Jean Baudrillard, traz o conceito da ressignificação dos bens que ultrapassam a barreira do utilitarismo. Destarte, somando se a consequência da lógica capitalista ao péssimo planejamento urbano, temos como resultado congestionamentos quilométricos e altos índices de acidentes no trânsito, resultando em uma crise generalizada no quesito mobilidade nas cidades.
     Desde o nascimento do Fordismo, modelo produtivo que através da quantidade visava seu lucro, foi estabelecido que a posse de um carro e fundamental para se viver bem. Tal ideologia fomenta a atração do capital estatal as indústrias automobilísticas. Já os meios de transporte alternativos, tornam-se vítimas da macrocefalia urbana, sendo privamos de as estruturas necessárias atender ao crescente populacional. O mercado monopolizado no que se encontra, apresenta preços abusivos, precariedade e ausência de segurança. Esses fatores corroboram para a ideologia do automóvel, formando um círculo-vicioso. 
     No Brasil, a urbanização correu como é típico de países subdesenvolvidos, de forma acelerada e tumultuada, o que prejudicou a mobilidade nas cidades. Dessa forma modais de transporte como bicicletas, ônibus e metrô são desfavorecidos, não obstante, detêm um custo-benefício promissor, transpõem um número maior de passageiros por viagem e reduzirem o inchaço rodoviário. 
     Em suma, para superar os desafios enfrentados pelo Brasil na mobilidade urbana é necessário que o Ministério da Infraestrutura redirecione verbas ao transporte público, buscando otimizar seus serviços. Devem também ser promovidas campanhas de incentivo ao uso do transporte público, reduzindo-se o preço das passagens. Visando a desconstrução da imagem idealizada dos veículos automotivos,dessa maneira, tornando a substituição do carro pelo ônibus viável a população.