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    Henry Ford foi o empresário responsável pela produção em larga escala dos automóveis particulares e pela popularização desse meio de transporte. Desde então, houve imenso crescimento das cidades e, junto delas, aumento excessivo do número de carros. Nesse contexto, uma saída para melhorar a mobilidade urbana seria o transporte coletivo. Entretanto, este apresenta problemas que vão desde a estrutura dos veículos e risco de violência aos passageiros, a um aspecto comportamental que impede o amplo uso desse tipo de locomoção. Logo, atitudes da esfera governamental e educacional são necessárias a fim de melhorar a qualidade de vida e do meio ambiente no Brasil.
          A princípio, é preciso destacar os problemas dos transportes coletivos e como isso é um empecilho para que a população faça uso deles. Nesse sentido, é fato que a maioria dos ônibus está em péssimas condições, atrasam com frequência e não oferecem o menor conforto para as pessoas, pois estão sempre lotados. Além disso, existe um grande risco de violência, principalmente para as mulheres, as quais são vítimas de abuso e assédio durante os trajetos. Como prova disso, cabe citar um caso de grande repercussão em 2017, quando um homem ejaculou em uma passageira. Isso mostra como esses problemas impedem as pessoas de optarem pelo transporte coletivo e evidencia uma inoperância estatal em relação a essa questão.
          Em adição a isso, existe um viés comportamental que prefere o carro ao transporte público. Sob esse aspecto, percebe-se uma falha educacional que não valoriza os meios de locomoção de uso coletivo e não incute nas crianças a importância de utilizá-los. Desse modo, é preciso ressaltar a intrínseca relação entre a falta de uso deles e a situação caótica do trânsito, a qual influi na qualidade de vida e agrava problemas ambientais. Dito isso, quando mais pessoas utilizam o mesmo veículo, a quantidade de dióxido de carbono emitida diminui, o que é muito importante em um cenário de aquecimento global. Percebe-se, então, como a educação pode ter papel decisivo nessa conjuntura.
          Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para tornar o transporte nas cidades mais eficiente. Dessa forma, cabe ao Ministério da Infraestrutura criar um setor específico para fiscalizar o transporte público. Isso pode ser feito com vistorias frequentes nos veículos e retirada dos que não estão em boas condições. Além disso, o mesmo órgão deve oferecer cursos com profissionais especializados para motoristas e cobradores a fim de que saibam como lidar com casos de violência e, com isso, aumentem a segurança dos passageiros. Por fim, instituições educacionais devem fazer semanas temáticas sobre o tema com palestras, teatros e passeios de ônibus, de modo a conscientizar as crianças a usarem transportes coletivos e, assim, melhorar a mobilidade urbana no país.