A mobilidade urbana no Brasil

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    “Tem uma pedra no meio do caminho” é um verso de um poema famoso de Carlos Drumommd de Andrade, que alude à ideia de obstáculos. Esse verso é análogo à atua situação brasileira, um vez que diversos empecilhos dificultam e retardam a mobilidade no setor urbano. Sendo assim, tal fato ocorre graças à falha administrativa do governo em promover um transporte digno ao local citadino. Dentre os fatores que corroboram para esse processo estão a precária infraestrutura do transporte público, aliado à superlotação de automóveis nas cidades. 
       Primeiramente, é necessário associar a dependência do modal rodoviário à precariedade na infraestrutura de deslocamento coletivo, devido à incapacidade de atender à demanda popular. Evidentemente, isso acontece como consequência da ausência de planejamento urbano, o qual dependente de apenas um meio locomotivo, torna-se incapaz de promover a livre circulação eficiente. Desse modo, essa situação deturpa o artigo 5°, da lei N 12 587, cujo outorga o dever do Governo de garantir transporte coletivo qualificado, pois é notável a falha de promoção deste princípio. 
    
         Em segundo plano, diante de insuficiência do transporte público, é válido ressaltar o aumento de automóveis próprios, os quais por conta da superlotação, dificultam o tráfego urbano. Tal conjuntura efetiva-se como consequência do precário transporte coletivo, e do valor simbólico de riqueza que o “carro particular” assumiu, já que ocasionou a superlotação destes. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima-se um carro para quatro pessoas, que por sua vez, graças ao inchaço automobilístico, aumentaram-se os números de congestionamentos no trânsito. 
          Em suma, evidencia-se a gestão ineficiente no que diz respeito à mobilidade urbana. Dessa forma, para melhorar o deslocamento e tornar eficaz o transporte público, urge que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério do Transporte, criem políticas de diversificação dos modais, à exemplo do aumento de metrôs, e de melhoria do transporte coletivo, por meio da destinação de verbas à infraestrutura urbana. Ademais, é necessário aplicar políticas de rodízio de placas em automóveis, a fim de reduzir congestionamentos. Assim, espera-se agilizar o movimento e o acesso à área urbana, e com essas diretrizes, retirar a pedra “No meio do caminho” dos brasileiros.