A mobilidade urbana no Brasil

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    Durante a gestão de Juscelino Kubitschek, a indústria automotiva brasileira recebeu alto investimento, logo, garantiu seu incentivo. Todavia, devido à falta de planejamento desse governo, a taxa de veículos nas estradas tornou-se exorbitante, assim, acarretando o caos na mobilidade urbana, presente na hodiernidade. Desse modo, convém compreender como a inoperância pública e a influência midiática corroboram para esse quadro.
         Em primeiro plano, é evidente que a ineficácia estatal torna a mobilidade urbana um desafio. Isso porque, embora a Carta Magna de 1988 determine que os cidadãos têm direito ao modal coletivo digno, nota-se que essa norma não é aplicada, uma vez que os veículos apresentam problemas intoleráveis, tais como, insegurança e desconforto. Por conseguinte, em função disso, a população adquire um automóvel para atender sua necessidade, o que promove o acúmulo desse meio nas estradas e, consequentemente, congestionamentos estressantes.
        Ademais, a influência midiática também impulsiona a problemática. Sob esse viés, conforme a filosofia alemã de Horkheimer e Adornor de que a indústria cultural promove o consumo de determinados produtos como algo essencial para a sociedade, é perceptível que a mídia dissemine em suas publicidades o automóvel como algo indispensável para a inserção social. Dessa forma, mediante esse estímulo, há a compra excessiva de carros, que afeta diretamente a natureza, devido à emissão de gases nocivos.
        Infere-se, portanto, a necessidade de ações para mudar o imbróglio. Sob essa ótica, o Ministério da Infraestrutura deve melhorar o transporte público, por meio da oferta de maiores verbas para esse setor, destinadas à implementação de artigos tecnológicos que garantam segurança e conforto nos veículos, a fim de que a população não necessite comprar carros, além dos meios de comunicação incentivarem o uso do modal coletivo, mediante novelas que retratem o impacto ambiental derivado dos carros. Assim, a herança histórica não será mais refletida no Brasil.