A mobilidade urbana no Brasil

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    Cada vez mais há uma ampliação na discussão acerca da mobilidade urbana, de modo que cidades tendem a crescer demograficamente e seu contingente populacional tende a aumentar o número de veículos em circulação, de forma que, se não houver planejamento, haja uma superlotação de veículos, como é o caso de ocorrência em diversas cidades do país, em especial a de São Paulo. 
          Neste contexto de dificuldade de locomoção têm-se os transportes públicos, incentivados pelo Estado de forma a promover uma diminuição no número de automóveis nas ruas e também diminuir a agravante poluição das cidades, tendo em vista que os carros e motocicletas estão entre os principais causadores de poluição. Neste contexto se tem a superlotação de tais transportes, de modo que os chamados "horários de pico" apresentam superlotação nos transportes, gerando desconforto e por diversas vezes sendo, de certa forma, um incentivo ao crime, de modo que não há espaço para reação em casos de roubo. Superlotação esta que muitas vezes se faz causada pela má distribuição de transportes públicos, de forma que haja remoção ou diminuição de linhas de transporte que apresentam elevado contingente populacional diário. 
           Com a política de "50 anos em 5" de Juscelino Kubitschek, houve uma ampliação no número de ruas e avenidas e também a ampliação destas, de modo a promover o uso de automóveis, política esta que incentivou a vinda de empresas automobilísticas para o Brasil, porém, nos dias atuais, apesar do aumento no número de ruas e avenidas, as principais avenidas apresentaram poucas mudanças, de modo que não suporte mais a grande circulação de veículos diária, tendo em vista que grande parte da população tende a preferir o conforto de seu automóvel à pegar um transporte público cheio. 
           As péssimas condições de ruas e avenidas fazem-se como outro agravante, de maneira que estas apresentam-se esburacadas, com asfalto deficiente e problemas em semáforos ou outros, tais condições fazem-se prejudiciais ao transporte, indo contra a principal definição de mobilidade que seria a "facilidade para se mover".
           Assim como defendido pelo geógrafo Milton Santos, vivemos em um mundo como fábula, onde tudo é representado como perfeito enquanto os problemas tendem a serem escondidos, a partir de tal o problema da mobilidade deve apresentar maior divulgação de modo que o Estado promova um desenvolvimento de ruas e avenidas para acompanhar o crescimento populacional e o crescimento de suas próprias cidades; além disto, deve-se promover uma melhoria nas ruas e avenidas já existentes e promover cada vez mais o uso de transportes públicos, porém estes sendo de qualidades.