A mobilidade urbana no Brasil

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    A Segunda Revolução Industrial chegou com grande impacto no século XIX com as novas formas de viver e se locomover. Em relação a isso, é notável perceber que a mobilidade urbana no Brasil é um dos assuntos centrais nos debates hodiernos. De acordo com o exposto, pode-se ressaltar o alto número de veículos individuais em movimento nas cidades ou a falta de infraestrutura de locomoção nos meios urbanos, os quais são fatores negativos que devem ser analisados.
          Em primeiro lugar, é indubitável que o transporte individual, como carros e motocicletas, supera o transporte coletivo no país. Tal fato, sobretudo, é resultado de políticas governamentais que persistem desde o governo de Juscelino Kubistchek, o qual teve papel importante no incentivo à aquisição de carros individuais. Em contrapartida a isso, em Londres, a legislação inglesa atual incentiva o uso de transporte coletivo pela população — como ônibus e táxis — além de disponibilizar o aluguel diário de bicicletas, o que, por uma visão superficial, é uma ação simples, mas gera enorme impacto positivo à mobilidade urbana da Inglaterra. Dessa forma, é necessário que o governo brasileiro invista em projetos de longo prazo que visem educar e modificar a visão da população em relação aos meios de transporte, pois como defende o escritor Conan Doyle, "a mente humana é um sótão vazio que deve ser mobiliado com o tempo".
          Além desse cenário, a falta de infraestrutura de locomoção nas cidades também deve ser discutida. Segundo dados do IBGE de 2010, apenas 4,7% das vias urbanas do país possuem rampas para cadeirantes ou carrinhos de bebê. Isso é consequência, acima de tudo, da rápida urbanização que o Brasil sofreu após o ano de 1930, o que resultou em um planejamento ruim da infraestrutura da cidade, como calçadas e moradias, e que, de certo modo, ainda pode ser presenciado. Desse modo, torna-se necessário a criação de projetos que tenham o objetivo de garantir um deslocamento populacional melhor e mais prático, como o aluguel de bicicletas, construção de ciclovias e o aumento no número de rampas de acesso, para que a qualidade de vida no país melhore.
          Infere-se, portanto, que a mobilidade urbana no Brasil precisa de mudanças. Logo, o Ministério das Cidades deve direcionar uma taxa dos impostos arrecadados com o IPTU (imposto residencial) para projetos que visem melhorar a locomoção nos meios urbanos, como a construção de rampas e ciclovias, com objetivo de melhorar a mobilidade desses locais. Além disso, é papel do Ministério da Educação veicular propagandas informativas que orientem a população sobre a importância de diminuir a quantidade de transportes individuais, para que os indivíduos mudem seus hábitos futuramente. Dessa maneira, de acordo com Conan Doyle, o "sótão" dos brasileiros será preenchido positivamente.