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    Em meados do século XX, durante o governo de Juscelino Kubitschek, os centros urbanos brasileiros sofreram transformações em decorrência do êxodo rural e dos investimentos no modal rodoviário. A partir dessa conjuntura, o crescimento desordenado das cidades tornou-se inevitável e traz consequências até o século XXI. Hodiernamente, o inchaço urbano brasileiro proporciona um cotidiano caótico com congestionamentos, superlotação e acidentes. 
         De acordo com a Constituição Federal de 1988, é responsabilidade do Poder Público Municipal garantir a mobilidade urbana e o direito de ir e vir dos cidadãos. Entretanto, as políticas públicas que visam atender às demandas citadinas são ineficientes e não controlam o caos nos centros urbanos. Os transportes coletivos não são capazes de assistirem às diligências dos cidadãos e a infraestrutura das cidades é precária, o que leva ao trânsito desordenado e a acidentes fatais. 
         Conforme levantamento de 2016 da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a frota brasileira de automóveis cresceu cerca de 400%. Tais dados alarmantes denotam que a busca pelo próprio veículo, no Brasil, cresce de forma inversa à aptidão das cidades em recebê-lo. A debilidade do transporte rodoviário é a principal causa para tal procura: além de não ser a melhor opção econômica para o Estado, não oferece conforto e segurança para os brasileiros. 
         Torna-se evidente, portanto, que é fundamental garantir a mobilidade no Brasil para remediar a crise urbana já efetiva. Inicialmente, compete ao Ministério dos Transportes, por meio de recursos financeiros, investir em estações metroviárias em centros de grande demanda populacional, de modo a evitar congestionamentos. Ademais, favorecer o transporte hidroviário para locomoções distantes. Outrossim, cabem às prefeituras realizarem a construção de ciclovias, mediante investimentos, para facilitar o deslocamento dos ciclistas. Destarte, alcançar-se-á mobilidade urbana no Brasil.