A mobilidade urbana no Brasil

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    Durante o período desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek, a malha rodoviária foi expandida em detrimento das demais. Hoje, essa representa cerca de 60% do transporte brasileiro, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o que prejudica a mobilidade urbana. A partir disso, surgem diversas problemáticas de ordem econômica, social e ambiental, as quais afetam fortemente o povo brasileiro e demonstram a ineficiência do poder público.
          Em primeiro lugar, vale ressaltar quais as dificuldades decorrentes dessa questão, com o fim de ilustrar o atual panorama brasileiro. Só para exemplificar, com o defeituoso transporte público brasileiro e as facilidades de crédito bancário e de compra de automóveis, o privado cresceu muito nos últimos anos, em especial nos grandes centros urbanos. Como resultado, as emissões de carbono para atmosfera aumentam e contribuem para o aquecimento global.
    
          Outrossim, a fluidez do trânsito e o translado de mercadorias também são prejudicados, o que afeta a vida da sociedade e a economia nacional. Isso porque, esses fatores são dificultados pelo congestionamento, pelas péssimas estradas deste país e pelo valor elevado do transporte rodoviário, que ocasionam, respectivamente, desgaste físico e emocional dos cidadãos por causa das horas livres perdidas no trânsito, danos às estruturas dos veículos e o aumento no preço final dos produtos.
          Em suma, a mobilidade urbana no Brasil tem várias falhas que devem ser corrigidas urgentemente, pois dificulta toda a dinâmica citadina. Cabe ao Governo, em associação com empresas, melhorar a qualidade das estradas e diversificar os transportes (isto é, aumentar o ferroviário e fluvial), através de verbas e obras públicas e privadas, como estações de trem e metrô, hidrovias, com a finalidade de baratear viagens comerciais, fortalecer o transporte público em detrimento do privado e reduzir o congestionamento.