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    Na segunda metade do século XX, o Brasil passou por um processo de urbanização, no qual as pessoas mais pobres foram se instalando em regiões periféricas das cidades. Contudo, a maioria dos empregos se encontra nos centros das metrópoles, o que obriga os moradores da periferia e cidades ao redor a realizarem grandes deslocamentos diários. Esses podem durar horas devido a engarrafamentos e ao trânsito caótico. Nesse viés, a mobilidade urbana no Brasil é prejudicada pela falta de transportes alternativos e quem mais sofre com isso são os deficientes físicos.  
      Primeiramente, o principal problema do ir e vir é o déficit de transportes diferentes do rodoviário. Isso porque, no governo do presidente Juscelino Kubistchek houve um grande incentivo à vinda de automóveis para o Brasil, com construção de rodovias e infraestrutura. Todavia, outros setores como o ferroviário e as ciclovias foram deixados à parte desde então. Consequentemente, a falta de alternativas de deslocamento gera um excesso de carros no trânsito. Assim, o caos e as buzinas se instalam nas ruas brasileiras e o direito de mobilidade do cidadão pela cidade acaba sendo desrespeitado.
      Ademais, nesse cenário de desordem, os que fazem uso da cadeira de rodas são os mais prejudicados. Eles também têm o direito de ir e vir, o que está garantido pela Constituição Federal e pela Lei Brasileira de Inclusão (2015). Entretanto, as calçadas cheias de buracos e a falta de rampas de acesso em locais públicos contradizem a legislação. Dessa forma, ignora-se que a mobilidade urbana, tão fundamental no século XXI, deve ser para todos e que os deficientes físicos também precisam de deslocar nas cidades. 
      Dessarte, cabe ao Governo Federal estabelecer medidas para garantir que o direito de ir e vir seja exercido plenamente e com a rapidez que o mundo atual exige, por meio do incentivo a transportes alternativos. Tal incentivo deve envolver verbas para a expansão do transporte ferroviário e a criação de mais ciclovias, juntamente com políticas públicas que convençam o cidadão a respeito da importância do uso da bicicleta. Além disso, o governo deve conceder estímulos fiscais aos municípios que cumprirem a obrigatoriedade de rampas de acesso para deficientes físicos em todos os locais. Desse modo, os deslocamentos diários entre o centro e a periferia se tornarão menos caóticos e a mobilidade urbana será inclusiva e acessível para toda a população.