A mobilidade urbana no Brasil

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    O conceito do físico Albert Einstein de que todo o nosso progresso tecnológico é como um machado nas mãos de um criminoso, reflete nas dificuldades da locomoção urbana no Brasil, causadas, majoritariamente, pelo excesso de veículos nas rodovias do país e pela falta de planejamento do governo. Ademais, além de complicar o tráfego humano, esses entraves também prejudicam, e muito, o meio ambiente, fatos estes que reforçam a necessidade de revê-los e extingui-los do cenário nacional.
          Precipuamente, vale lembrar que, nas últimas décadas, os meios de transporte trouxeram muitos benefícios ao brasileiro, como a otimização de seu tempo e a maior facilidade para ir e vir. No entanto, com o avanço do capitalismo e da globalização, o índice de veículos automotivos nas estradas cresceu de maneira absurda, de modo a entravar a mobilidade urbana. Uma pesquisa realizada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), por exemplo, indica que há um carro a cada quatro habitantes no país, o que evidencia a abundância de automóveis em suas avenidas. 
           Nesse contexto, infere-se que haja estrutura adequada para comportar o número de carros e motos em atividade, entretanto, não há. Isso ocorre em virtude do pouco planejamento governamental na construção de ruas e viadutos, o qual pode ocasionar inúmeros acidentes e congestionamentos. Um estudo feito pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) aponta que 87% das estradas brasileiras não têm pavimentação, o que confirma a caótica negligência das autoridades perante o trânsito precário do país.
          Outrossim, é possível afirmar que os vigentes impasses também ameaçam o meio ambiente, que, por intermédio do aquecimento global e da escassez de recursos naturais, responde aos danos causados pelo homem. A título de exemplo, caminhões, carros e motocicletas foram os maiores responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, em 2004, e 90% do óleo diesel consumido no país são direcionados a eles, conforme dados da Organização de Mudanças Climáticas. 
          Dado o exposto, é mister que o Ministério da Infraestrutura, em consorte com as emissoras de TV, estimulem a população a utilizar transportes públicos e sustentáveis, como bicicletas e ônibus, por meio da promoção de propagandas na mídia - pois atingem um grande contingente de pessoas -, a fim de diminuir os impactos naturais e o número de veículos nas rodovias do Brasil. Além disso, esse Ministério deve promover a reorganização e o investimento nas estradas, por intermédio de pesquisas na internet - para que a comunidade contribua com opiniões e projetos - e de obras eficientes nos locais necessários, como o fito de amenizar acidentes e engarrafamentos no trânsito. Dessa maneira, somente, será possível que os brasileiros usufruam de uma mobilidade urbana adequada e agradável.