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    Nos últimos anos, é cada vez mais frequente os desafios da mobilidade urbana no Brasil. Desde o período, da política desenvolvimentista no governo de Juscelino Kubitschek, no século XX, o incentivo à indústria automotora foi crescente no país, o que acabou desencadeando uma série de impactos. Se por um lado, isso ocorreu por conta da má gestão de planejamento da infraestrutura urbana; por outro, há também o consumismo cultivado pelo modelo econômico capitalista.
          No que se refere a gestão, temos a oferta dos serviços de transportes coletivos precários à população, e além disso, tem-se a engenharia de trânsito desconexa com a realidade das cidades. De acordo, com o Instituto Brasileiro de Opinião e Pesquisa, no ano de 2015, cerca de 83% da população paulista poderiam optar por outros tipos de transportes alternativos, desde que, houvesse qualidade e segurança. Desse modo, é consideravelmente, evidente que, esta problemática se estende para maioria dos estados brasileiros.
        Nesse contexto, ainda existe o fomento ao consumo do mercado automobilístico através das campanhas midiáticas. Segundo Karl Marx, o capitalismo prioriza os lucros em detrimento de valores, podemos fazer uma analogia a indústria do consumo, onde tal fato, se configura em forma de solução para o problema, uma vez que, o cidadão terá seu próprio meio de transporte. No entanto, essas práticas só contribuem, significativamente, para o agravamento da mobilidade urbana que é uma questão de política pública.
          Portanto, algumas medidas podem ser tomadas pelo Estado por meio do Ministério da infraestrutura. Sendo assim, o plano diretor das cidades é crucial para resoluções de longo prazo, porém, o rodízio de veículos de cargas nas metrópoles, o uso da faixa azul pelos ônibus e a oferta de ciclovias podem ser adotadas. Desta forma, além da redução dos congestionamentos, também diminuirá a poluição, o que contribuirá  com a sustentabilidade do meio ambiente e a saúde da população.