A mobilidade urbana no Brasil

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    No ano de 2011, o filme "O Preço do Amanhã" abordou a temática da famosa frase de Benjamim Franklin, "tempo é dinheiro", criando uma realidade a qual permanecer vivo depende exclusivamente de quanto dinheiro se tem. Contudo, fora da ficção, essa valorização do tempo encaminhou a sociedade à escolha majoritária dos veículos individuais e, consequentemente, ao aparecimento de novos problemas urbanos.
      Primeiramente, deve-se relacionar o intenso incentivo histórico ao modal rodoviário e às estradas insatisfatórias atuais. Com o lema "50 anos em 5", Juscelino Kubitschek incentivou o rodoviarismo e a indústria automobilística como meio para concretizar sua proposta, contudo, os governos posteriores não priorizaram a criação ou manutenção das rodovias. Logo, as estradas brasileiras estão em degradamento e, em contra partida, o número de veículos aumenta exponencialmente, gerando o caos urbano atual. 
      Além disso, o urbanismo mercantilista criou as condições ideais para a aquisição e preferência de veículos particulares. As péssimas condições do transporte público e o reduzido número de ciclovias somado às facilidades do financiamento, geraram uma frota de carros brasileira, em estimativa, numericamente igual a metade da população brasileira, segundo o Observatório das Metrópoles. Portanto, o Estado criar as condições ideias para possibilitar um trânsito com melhor fluxo é de extrema importância.
      Diante do exposto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para otimizar o deslocamento urbano e reduzir a frota de carros, o Ministério dos Transportes deve melhorar e integrar os transportes públicos, por meio da implementação de bilhetes únicos e ampliação da frota de veículos circulante, além de criar mais ciclofaixas. Ademais, é necessário que o governo federal e estadual zele das estradas brasileiras por meio do recapeamento asfáltico e manutenção periódica da sinalização visando evitar acidentes e melhorar o fluxo do trânsito nacional.