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    " No meio do caminho tinha um pedra". O poema de Carlos Drummond de Andrade, parece mostrar que algo interfere na trajetória do eu lírico. Dessa forma, ao posicionar a obra na atual conjuntura brasileira, pode-se afirmar que os desafios da mobilidade urbana, pode muito bem ser interpretado como um obstáculo que impede a caminhada do país. Dessarte, implica aludir o elevado número de carros particulares nas ruas e a ineficácia dos transportes públicos como fatores precípuos à continuidade da problemática.
       Primeiramente, é mister salientar que o crescente número de automóveis particulares tem um papel primordial na temática. Nessa perspectiva, de acordo com a associação Nacional de Transporte Público, enquanto 57 carros individuais estão ocupando espaço na rua, esse mesmo número poderia ser distribuído em um único ônibus, o que melhoraria drasticamente as vias. Ademais, o problema não teve início hodiernamente, mas tem origens históricas desde o governo JK, o qual foi responsável por rodovias no país, assim também como impulsionou e influenciou o comércio de veículos, com o objetivo de obter um pais modernizado como os EUA. Contudo, diante da causa lógica capitalista, a preocupação se voltou mais aos n´meros e menos a qualidade das autoestradas.
         Outro ponto relevante a ser citado, é a quantidade e a qualidade dos transportes coletivos ofertados pelo governo. Sob esse viés,convém ressaltar que a frota dos coletivos em todo território brasileiro não e suficiente para comportar dignamente as pessoas, tendo em vistas as denúncias recebidas somente no estado de Pernambuco, pelo grande Recife consórcio, reclamações de atrasos cresceram 15% em 2017. Em vista disso, é evidente que esse meio de locomoção pode apresentar uma solução se comparado aos veículos particulares, mas para obter êxito é necessário investir aumentando o número de ônibus e também infraestrutura.
         Em suma, os impasses supracitados urgem ser elucidados. Para isso, o Governo Federal, financiado pelo Ministério da Fazenda, por meio de programa governamental, deve intervir nos estados criando pedágios estatais, com o fito de diminuir o número de veículos individuais nas ruas, e o dinheiro arrecadado nesses pedágios seria utilizado para a ampliação das frotas dos transportes sociais, acarretando em mais ônibus na ruas e assim como também  sera aplicado na infraestrutura, não somente das frotas,mas do mesmo modo as pistas, ajudando na diminuição dos desafios da mobilidade urbana. Somente assim, retirando as "pedras" do caminho que se alcançará um país melhor.