A mobilidade urbana no Brasil

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    Na segunda metade do século XX, no Brasil, o maior êxodo rural já registrado no país. A mecanização do campo, a industrialização das cidades e a busca por uma melhor qualidade de vida levou milhares de brasileiros a sair do interior. O deslocamento dessas pessoas, porém, ficou comprometido devido ao aumento da população e a má qualidade do transporte público. Com isso é visto um aumento na quantidade de carros nas ruas, o que ocasiona uma grande liberação de gases e aumento da poluição. Prezar pela mobilidade urbana é, portanto, prezar pelo bem-estar social. 
        O aumento populacional aliado à precariedade do transporte público torna a mobilidade menos fluida. Com ônibus e metrôs sucateados, o sonho de muitos brasileiros é a conquista do carro próprio, entretanto, uma vez realizado, esse sonho pode se tornar um pesadelo: a grande quantidade de carros gera longos congestionamentos, que dificultam o deslocamento em grandes cidades. Prova disso é a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), que afirma que os paulistanos passam cerca de 3 horas no trânsito por dia. 
        Contudo, enfrentar congestionamentos não é o único problema gerado pelo aumento de veículos nas ruas, vê-se, também, as consequências das emissões dos gases lançados. O aumento de carros gera uma maior quantidade de queima de combustíveis fósseis, liberando uma grande quantidade de gás carbônico, um dos gases responsáveis pela chuva ácida – que causa destruição da cobertura vegetal e acidificação dos solos e das águas – e pelo agravamento do efeito estufa – que aumenta a temperatura do planeta, ocasionando, por exemplo, o derretimento das calotas polares. Além disso, a poluição gerada pelo alto número de veículos causa ilhas de calor, que consistem no aumento na temperatura das cidades. 
        Dessa forma, para a diminuição da quantidade de carros e a consequente diminuição da emissão de gases, medidas devem ser tomadas. O incentivo a caronas para o trabalho, faculdade e escola pode ser uma alternativa. Para isso, jornais, novelas e propagandas em horário nobre devem encorajar a prática e popularizar, também, o uso de aplicativos de carona solidária. Além disso, deve-se aumentar o investimento nos transportes públicos, por parte da ação conjunta dos governantes dos municípios e das empresas responsáveis, melhorando ônibus e metrôs – colocar ar-condicionado, fazer manutenções regulares, aumentar a quantidades de veículos – e ampliar o itinerário para atingir toda a cidade. Assim, fica garantido o bem-estar social de muitos brasileiros.