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    A partir de 1930, no governo de Getúlio Vargas, deu-se início ao processo de urbanização brasileira. Nesse contexto, houve uma alta migração para as regiões mais desenvolvidas, iniciando assim o processo de inchaço urbano, e consequentemente problemas na mobilidade urbana. Sendo assim, faz-se necessário reavaliar a infraestrutura urbana brasileira e suas respectivas lacunas. 
     Deve-se pontuar, de início, que a revolução verde, processo de mecanização no campo, desencadeou um alto êxodo rural. Nesse sentido, cidades como São Paulo e Rio de Janeiro receberam um elevado número de migrantes e iniciaram processos como a conurbação, junção de cidades, verticalização urbana e inúmeras construções inadequadas. Sendo assim, tais processos promovem irregularidades, as quais dificultam a mobilidade urbana.
     Ademais, a escolha pelo modal rodoviário como o principal para nação brasileira agravou tal situação. Nessa perspectiva, com o projeto "50 em 5", do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), o Brasil tornou-se uma nação atrativa para as indústrias automobilísticas. Posto isto, um grande número de carros entrou em circulação, e agravou o problema na dispersão diária da população. Além disso, há graves problemas como a superlotação no transporte público e uma alta insegurança oferecida aos seus adeptos, gerando assim uma insatisfação da população e enaltecendo  seu desejo de adquirir um transporte privado com maior conforto.
     Portanto, elucida-se a importância de se rever o planejamento da mobilidade urbana brasileira. Nesse sentido, medidas são necessárias para a resolução do impasse, das quais merece destaque uma atuação maior do Ministério da Infraestrutura. Tal órgão, deve diversificar o modal de transporte brasileiro através de maior implantação de linhas férreas e portos aquaviários, afim de oferecer mais opções aos brasileiros. Ademais, deve-se garantir maior conforto e segurança aos passageiros por meio de veículos mais confortáveis e um policiamento mais efetivo. Dessa forma, haverá uma mobilidade urbana mais eficiente e um processo de urbanização mais planejado comparado à 90 anos atrás.