A mobilidade urbana no Brasil

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    Durante o governo de Jucelino Kubistschek, vivido entre 1956 e 1961, o transporte rodoviário logra primazia ante os demais modais. O objetivo era integrar as regiões e fomentar a industrialização do Brasil- ao incentivar o setor automobilístico. Todavia, hodiernamente, o país idealizado como integrado e industrializado sofre com consequências não previstas: transito exacerbado, poluição e os impactos desses sobre a vida do indivíduo. E entre as causas da imobilidade urbana atual, a falta de alternativas eficientes ao uso de carros individuais, destaca-se.
        Em primeira analise, ressalta-se o aumento demasiado da frota de carros brasileira. Segundo uma pesquisa publicada em 2016 pela Fundação Getúlio Vargas, o contingente aumentou em 400% em 10 anos. Como motivação a esse majorar, sobressai a pressão da industria automobilística sobre o governo, a qual aquece a economia do país e gera empregos. Consequentemente, medidas estatais que favorecem tais empresas como diminuição de impostos e financiamentos são adotadas.. Entretanto, cabe observar o paralelo aumento de gastos com acidentes de transito- cerca de 36 bilhões por ano, conforme aponta o estudo do Observatório de Segurança Viária-, e a piora na qualidade de vida da população exposta a poluição atmosférica, sonora e, por conseguinte, ao estresse.
        Outrossim, a maior parte da população verifica no uso de automóveis individuais uma opção mais segura e confortável. Porém, não é por simples inconsciência dos impactos causados por esse modal, mas por alternativas coletivas de estrutura precária que isso decorre. Transportes públicos de baixa qualidade, lotados e a insegurança nas ruas para pedestres e ciclistas são o empecilho ao inicio de uma mobilidade urbana sustentável.
          Portanto, a fim de que o Brasil alcance uma verdadeira mobilidade urbana, o Ministério da Infraestrutura deve incentivar o desenvolvimento de industrias de outros modais, por meio de contratações a partir do poder municipal para a formação de um transporte integrado: ligados por terminais com acessibilidade a trem, metrô, ônibus, bicicleta - envolvendo  desde pequenas empresas de empréstimo de bicicletas a grandes industrias ferroviárias. Assim, a competição financeira entre os modais será estimulado, preços terão baixa e empregos serão gerados. Paralelamente, ciclovias devem ser estabelecidas, calçadas aumentadas e a iluminação pública melhorada, para que o usuário tenha plena segurança de usá-la.