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    Segundo levantamento realizado, em 2016, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a frota de automóveis brasileira cresceu cerca de 400% em dez anos. Certamente, esse dado atesta uma das causas da crise da mobilidade urbana - facilidade de deslocamento das pessoas e bens na cidade - no Brasil. Dessa forma, é necessário que essa realidade seja analisada sob uma nova perspectiva, tanto ser um direito do cidadão, como por ser uma característica importante da globalização.
    
          Em relação ao primeiro viés, cabe destacar que o direito de se locomover pelos espaços urbanos é garantido por lei. De tal forma, é garantido, pela Constituição Federal, promulgada em 1988, o direito de ir e vir aos brasileiros. Entretanto, não se observa essa política sendo aplicada efetivamente, visto que o número de horas de deslocamento aumentou dentro das cidades brasileiras, como destaca matéria do site "G1": o brasileiro gasta cada vez mais tempo para se deslocar no trânsito. Ou seja, a crise na mobilidade urbana do país, além de afetar o deslocamento do cidadão, interfere indiretamente na segurança do cidadão: com um maior número de carros em circulação a frequência de acidentes no trânsito aumenta. Logo, é necessário que os planos de mobilidade urbana sejam repensados visando garantir os direitos e a segurança dos cidadãos.
          Já quanto ao segundo ponto, é relevante mencionar que a mobilidade urbana é um dos principais fatores para a dinamicidade contemporânea. Para compreender esse aspecto, é possível recorrer à política do Plano de Metas do governo de Juscelino Kubitschek: pavimentação e construção de rodovias. Essas medidas, por sua vez, criaram uma maior integração regional e proporcionaram uma possibilidade da entrega de mercadorias no sistema porta a porta, além de gerar um processo de urbanização que intensificou a industrialização. Portanto, observa-se que o planejamento de vias de deslocamento é essencial para a dinâmica econômica e social do país.
    
          Em suma, é necessário pensar em uma maneira de tornar essa programação urbana mais eficiente. Para isso, os governos estaduais devem promover projetos de adequação dos trasportes urbanos. Esses projetos podem ser: criação de pedágios urbanos, para estimular a utilização do transporte público; reorganização do espaço, diminuir as distâncias de deslocamento; ampliar o rodízio de veículos, reduzir o números de veículos circulando diariamente. Isso pode ser feito por meio da disponibilização da verba por parte do Governo Federal para a efetivação das propostas, tendo em vista que alguns estados passam por dificuldades econômicas. Isso sendo feito, consequentemente, com a finalidade  de cria um espaço urbano mais dinâmico e que proporcione facilidade no processo de deslocamento.