A mobilidade urbana no Brasil

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    Após o crescimento desenfreado das metrópoles no Brasil, a capacidade de deslocamento das pessoas por essas cidades tornou-se cada vez mais difícil. Nesse sentido, devido a precária gestão de mobilidade urbana do país, as vias de deslocamento não suportam a quantidade de automóveis existentes, e, consequentemente, geram maiores congestionamentos e uma má qualidade na locomoção das pessoas. Dessa forma, torna-se necessária a implantação de novas medidas que resolvam tais impasses. 
       Em primeiro plano, a falta de obras infraestruturais de locomoção contribui para que a mobilidade dos cidadãos brasileiros seja árdua. A esse respeito, segundo estudos realizados pelo Sindipeças, o volume de veículos que circulam pelo Brasil chega a 43.371 milhões, e, devido a essa grande quantidade, as vias de deslocamento não suportam a capacidade desses automóveis. Com isso, os congestionamentos nas vias principais de locomoção tornam-se mais frequentes e a mobilidade da população perde a sua qualidade, uma vez que essas gastam muito mais tempo em seus respectivos trajetos.
       Em segundo plano, a ausência de um planejamento urbano eficaz prejudica as pessoas que possuem deficiências físicas. Nesse contexto, segundo pesquisas realizadas pelo censo do IBGE do Distrito Federal, foi evidenciado que 99,07% das calçadas têm falhas, o que dificulta a locomoção dos deficientes físicos, assim como 90,74% dos pontos não dispõe de piso tátil e 61,22% não têm rampa próxima para a travessia da via. No entanto, embora a capital brasileira possua um alto índice desses empecilhos, muitos outros Estados enfrentam esse problema no planejamento e acessibilidade para os deficientes, o que torna essa problemática muito mais ampla. 
      É evidente, portanto, que os obstáculos acerca da mobilidade urbana brasileira aflige todos os cidadãos. Dessa forma, é necessário que o Governo Federal desenvolva rotas diferentes para a locomoção da população, como a criação de ciclofaixas. Essas ciclovias seriam uma opção de mobilidade rápida e acessível, além de ser uma forma de evitar os congestionamentos diários. Ademais, o Orçamento Público deverá investir uma maior parcela dos impostos para o planejamento urbano brasileiro. Esse desenvolvimento urbano deve conter melhorias na acessibilidade dos deficientes físicos - como a reforma de calçadas, implantação de rampas nas ruas e nos transportes públicos. Com essas acões, haveria uma mobilidade mais justa e eficaz à todos os cidadãos.