A mobilidade urbana no Brasil

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    As Revoluções Industriais permitiram o desenvolvimento de carros com preços acessíveis e  confortáveis, impulsionando o consumo em massa, levando a se ter um grande número de automóveis  circulando diariamente nas cidades. Nesse âmbito, a mobilidade urbana foi diretamente afetada, pois as vias não possuíam estrutura condizente com o grande contingente de carros. Desse modo, a elevada densidade de automóveis na área urbana, aliada à falta de um planejamento urbano, são os principais entraves para que haja uma mobilidade urbana sustentável, garantindo qualidade de vida aos cidadãos.
      Em primeiro plano, a grande quantidade de automóveis particulares nas vias urbanas contribui para que se tenha um aumento da emissão de gases poluentes e congestionamentos, refletindo no âmbito social, econômico e político, uma vez que todo o funcionamento de uma cidade é comprometido. Tal fato foi impulsionado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, ao priorizar o transporte rodoviário em detrimento dos demais, em que as empresas automobilísticas obtiveram mercado para que se instalassem no país, oferecendo conforto e praticidade a preços acessíveis, impulsionando a consumo em massa e aumentando, exponencialmente, o número de automóveis nas vias. Assim, os automóveis particulares  atraíram as pessoas pelas suas vantagens, desfavorecendo o transporte em massa, havendo um maior números de carros particulares nas vias, comprometendo a mobilidade sustentável.
      Por conseguinte, o aumento desenfreado de automóveis nas vias urbanas não foi condizente com o planejamento do meio urbano, havendo o comprometimento do fluxo no trânsito e a maior emissão de gases poluentes. prejudicando a mobilidade na área urbana. Condizente com o fato supracitado, segundo o Ministério das Cidades, menos de 6% das cidades brasileiras têm plano para a mobilidade, correspondendo que 195 municípios, dos 3342 municípios previstos na lei 12.587, concluíram o documento. Nesse âmbito, a existência de um plano de mobilidade nas cidades brasileiras ainda é escasso, contribuindo para que a mobilidade urbana continue precária. Sendo assim, a presença de um alto número de automóveis na área urbana, que supera a do transporte público, contribui para que se tenha uma precária mobilidade urbana e um aumento da emissão de gases poluentes na atmosfera.
       Portanto, para que se tenha uma mobilidade urbana sustentável, os municípios brasileiros, aliados ao Governo Federal, devem criar um plano para a mobilidade urbana, visando o aumento e a melhoria da qualidade dos transportes de massa - principalmente do metrô, por ser o transporte urbano menos poluidor - e a diminuição da circulação diária dos automóveis particulares. A partir de tais ações, poder-se-á reduzir os problemas urbanos relacionados a mobilidade e contribuir para a diminuição dos gases poluentes, diminuindo as consequências ocasionadas pelas Revoluções Industriais.