A mobilidade urbana no Brasil

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    A mobilidade urbana é um problema grave no Brasil e necessita ser reavaliada. Nesse viés, consoante estatísticas do Departamento Estadual de Transito (DETRAN), 15 das maiores cidades brasileiras têm um veículo para cada dois habitantes, dados que denotam a incoerência da frota brasileira de veículos, uma vez que cada carro pode levar até 5 pessoas. Diante da temática exposta, dois aspectos fazem-se relevantes: o descaso com os transportes públicos e o baixo número de ciclovias.
          Em primeira análise, cabe pautar que o baixo investimento dos transportes coletivos desestimula a população usá-los. Por conseguinte, as lotações, o sucateamento e os casos de abuso constituem alguns dos motivos da ascensão dos automóveis, meio de transporte mais caro e impactante ao meio ambiente. Nesse sentido, destaca-se as manifestações que marcaram o ano de 2013 no Brasil, nas quais a população deixou claro a insatisfação não apenas com o aumento do preço das passagens, mas também com a qualidade dos serviços prestados.
          Em segunda análise, o baixo número de ciclovias no país é igualmente fator para o coas na mobilidade urbana brasileira. Nessa conjuntura, segundo Inquérito de saúde do município de São Paulo (ISA-capital), as chances de uma bicicleta ser adotada como meio de transporte eram 154% maiores nos casos em que uma ciclovia estivesse instalada a até 500 metros da habitação do entrevistado. Por conseguinte, é possível inferir que, caso houvesse mais ciclovias nas cidades, o número de automóveis nas ruas diminuiria.
          Destarte, é inegável que atitudes se fazem necessárias para abrandar o problema em questão. Para isso, cabe ao ministério do Desenvolvimento Regional instalar, mediante redistribuição tributária, mais postos de pedágio nos centros urbanos, a fim de, com maior custo, reduzir o número de automóveis nas ruas e, além disso, utilizar o dinheiro arrecadado para investir em melhorias nos transportes coletivos. Outrossim, cabe ao governo propor, mediante isenções fiscais, que empresas privadas construam ciclovias em suas cidades para, dessa forma, estimular a população a adotar o hábito das bicicletas e, concomitantemente, contribuir, não só para minimizar o fluxo de veículos nos centros urbanos, mas também para promover saúde, o bem-estar e a preservação do meio ambiente.