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    As grandes cidades brasileiras exigem um intenso fluxo de pessoas, para ir ao trabalho ou à escola, optando-se, grande parte das vezes, por meios de transporte individual, visando a economia de tempo e o lazer do ambiente, quando comparado a transportes coletivos, como ônibus ou metrôs. Com isso, novas formas sustentáveis de locomoção em centros urbanos aparecem como alternativas para os transportes públicos e individuais, a exemplo de bicicletas o até mesmo patinetes elétricos. Entretanto, tais sistemas de locomoção não encontram métodos viáveis para seu funcionamento nas metrópoles brasileiras, observando-se as poucas iniciativas governamentais e privadas no setor da mobilidade urbana.
          Desde o início do século XX, o empresário Henry Ford é considerado por muitos o homem que revolucionou o mercado automobilístico, tanto na indústria quanto nas vendas. Foi ele também que revolucionou a relação com os funcionários, incentivando-os a comprar os carros da marca e a disponibilizar dois dias da semana para que pudessem usufruir de seu bem. Com isso, criou-se o hábito do uso do automóvel, que em menos de 30 anos tomou conta das ruas das grandes cidades por entre o globo. Atualmente, vê-se o impacto dos automóveis nas cidades brasileiras, a exemplo dos dados da Revista Exame, de maio de 2017, que relata que os automóveis são responsáveis por 72,6% da emissão de gases efeito estufa, na cidade de São Paulo. Ademais, o trânsito de veículos causa quarenta e sete mil mortes por ano no Brasil, segundo dados de 2017 da Folha de São Paulo. 
          Nesse contexto, ganham popularidade alternativas sustentáveis de meios de transporte, que integram uma nova mentalidade de cidadãos, tanto jovens quanto adultos, a respeito do uso de automóveis ou do próprio transporte público para se locomover na zona urbana. Dezenas de aplicativos criados com a finalidade de promover o uso de bicicletas e de meios sustentáveis encontram barreiras na hora da implementação do projeto, tanto pela burocracia exigida por órgãos públicos, quanto o vandalismo a que são expostas as bicicletas para aluguel, por exemplo. 
    
          Sendo assim, com o intuito de amenizar a problemática que envolve a mobilidade urbana no Brasil, tanto para baixar a emissão de poluentes quanto para promover práticas saudáveis, o Estado deve investir na construção de ciclovias e ciclofaixas, com fundo designados à área de infraestrutura, em pontos estratégicos de centros urbanos, que viabilizem a locomoção dos indivíduos com facilidade e segurança. Juntamente a isso, é de fundamental importância a colaboração entre iniciativas públicas e privadas, por meio de parcerias que podem ser criadas a partir de projetos sociais e ambientais e que visem incentivar a população a aderir o uso de tais meios de transporte sustentáveis.