A mobilidade urbana no Brasil

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    Controvérsia. Essa é a palavra que define melhor a mobilidade urbana no Brasil, uma vez que deveria facilitar a locomoção das pessoas -principalmente dos deficientes físicos- e não só dificulta esse processo de movimentação, como também ainda prejudica o meio ambiente.
    
       Em primeiro plano, é perceptível notar a falta de inclusão e adaptação dos lugares para os portadores de deficiência física ou com mobilidade reduzida. Conforme a lei nº 10.098/2000, é necessária a aplicação de normas e critérios das edificações e transportes públicos facilitando assim a acessibilidade dessas pessoas. Todavia, é possível perceber que a maioria desses lugares e veículos não oferecem essas condições, uma vez que nem todos os prédios dispõem de elevadores, rampas e até mesmo banheiros que possam ser utilizados por essas pessoas e além disso, grande parte dos meios de transporte também não são adaptados, por exemplo, os ônibus, quase sempre os elevadores que auxiliam a entrada do deficiente ou está quebrado ou o veículo não possui desse serviço.
    
       Ademais, a mobilidade urbana é também um desafio às políticas ambientais, em virtude dos danos causados ao meio ambiente. No Brasil, a frota de automóvel é muito intensa -particularmente nas grandes capitais- e esse problema prejudica o ecossistema e afeta a qualidade de vida, visto que esse empecilho é responsável pela emissão de gases poluentes que contribuem para o aquecimento global e a degradação da qualidade do ar. Essas situações apenas reforçam o pensamento do filósofo Thomas Hobbes, em que "o homem é o lobo do homem". Afinal, ele é capaz de continuar degradando seu próprio ecossistema e sua própria espécie, pois além de danos ao meio ambiente, a saúde humana também é prejudicada e as consequências dessa poluição são: doenças no aparelho respiratório, irritação nos olhos e até mesmo câncer.
       Diante dos fatos mencionados, cabe ao governo a implantação de políticas públicas distribuídas em todo o país criando e adaptando os espaços comunitários como, por exemplo, praças, ruas e calçadas para facilitar a locomoção dos deficientes físicos. Além disso, o Estado também deve começar a investir mais em energias renováveis e menos poluentes para serem utilizadas em meios de transporte, por exemplo, o ônibus movido a hidrogênio, que é um veículo mais sustentável e que se receber mais atenção e investimentos pode mudar radicalmente a poluição das cidades. Dessa forma, todos esses fatores serão de extrema importância para facilitar a mobilidade urbana no Brasil e contribuir positivamente com o meio ambiente.