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    Durante a 2ª Revolução Industrial e ampliação do modo de produção fordista, a popularização do automóvel promoveu a ampliação do desejo de consumo desse produto com a finalidade de obter status social. Nessa conjuntura, no Brasil, devido a sua industrialização tardia e acelerada, esse sentimento somado ao inchaço populacional das cidades desenvolveu uma mobilidade urbana sem um planejamento efetivo, fator que causa problemas no dia a dia dos cidadãos. Assim, apesar da busca por uma organização mais eficaz e sustentável dessa área, ainda há empecilhos a serem combatidos.
          No raciocínio desse contexto, o crescimento desenfreado das metrópoles não consegue ofertar uma infraestrutura adequada para o deslocamento dos indivíduos, que veem o descaso por parte do Estado na garantia de suas obrigações. Dito isso, conforme o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade é anterior ao indivíduo e deve ser considerada um corpo social, em que cada sujeito exerce uma ação para a sua preservação. Entretanto, por causa de uma sensação de necessidade de obtenção de um próprio veículo estendido ao longo das gerações, verificando-se a individualidade acima da coletividade, as ruas das diversas cidades brasileiras são caracterizadas pelo tráfego intenso. Diante disso, o estresse provindo desse sistema de péssima capacidade afeta a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas.
          Em virtude desse cenário, a busca por alternativas sustentáveis, que melhorem a malha urbana brasileira, é cada vez maior. Destarte, as tecnologias surgiram como ferramentas na execução desse ideal, tal como visto na evolução de diversos startups, aplicativos que oferecem serviços de deslocamento dentro dos centros urbanos, como o TemBici, em que oferece o aluguel de patinetes e bicicletas. Dessa forma, segundo o filósofo contemporâneo Rogério da Costa, as novas gerações, aos poucos, rompem com o anseio de ter um automóvel próprio, já que conseguem se deslocar por intermédio de transportes alternativos, como: Uber, taxi e caronas. Portanto, verifica-se uma dicotomia entre a dominância de uma cultura de deslocação tradicional na sociedade enquanto crescem os meios de locomoção favoráveis ao meio ambiente e a um bom funcionamento da comunidade.
          Visto que a mobilidade urbana do país ainda é conflituosa, novas medidas são necessárias. Cabe ao Ministério da Infraestrutura promover a aplicação e utilização dos startups em todos os estados do Brasil, por meio de incentivos fiscais àquelas empresas que subsidiarem a divulgação e incorporação desses aplicativos por seus funcionários, já que grande parte dos cidadãos que se deslocam diariamente são os pertencentes a classe trabalhadora, a fim de que haja uma modernização das matrizes locomotivas e, por conseguinte, uma melhora no padrão de vida dos brasileiros no trânsito.