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    Sob o prisma sociológico, Karl Marx, pensador socialista do século XX, o homem no capitalismo prioriza o lucro em detrimento de valores morais e do bem-estar social. Dessa forma, de maneira análoga entende-se que a mobilidade urbana no Brasil fica em segundo plano, mesmo estando presente no dia-a-dia dos brasileiros e englobando temas como sustentabilidade e saúde.
          A priori, no Brasil o tempo médio gasto nos sistemas de transporte diariamente nas grandes cidades, é de quase 2 horas e 40 minutos. Sendo assim, apesar de ser um direito social assegurado pela Emenda Constitucional 90/15, desde 2015, boa parte do país não o possuí e quando o tem gera transtornos devido principalmente ao tempo gasto nos deslocamentos.
             A posteriori, as emissões de gases de efeito estufa de carros e motos aumentaram no Brasil nas últimas duas décadas em 192%, segundo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). Desse modo, veículos particulares são responsáveis diretos no aumento de CO₂ na atmosfera, causador principal do efeito estufa, e na ocorrência de chuvas ácidas.
         Ademais, Londres, por exemplo, está implementando o projeto “Ruas Saudáveis”, plano de incentivo à caminhada e pedalada nas jornadas curtas do dia a dia. Pois, o uso do carro, principal gerador do sedentarismo, aumenta a incidência de doenças como obesidade, câncer e diabetes. De acordo com a OMS, essas doenças estão entre as principais causas de mortes no mundo.
       Portanto, o Ministério dos Transportes precisa aumentar a frota de transportes públicos coletivos, para que ocorra a diminuição na super lotação. Além de juntamente como o Ministério da Saúde, promover o uso de bicicletas, criando ciclo vias e incentivando o sistema de compartilhamento de bicicletas, em que se aluga em um ponto da cidade e se devolve em outro para que inúmeras pessoas tenham acesso.