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    "O importante não é viver,mas viver bem".Segundo Platão,a qualidade de vida tem tamanha importância que transcende a da própria existência.Entretanto,no Brasil,essa não é a realidade dos habitantes dos grandes centros urbanos,os quais enfrentam dificuldades diárias para se deslocar seja através do transporte público ou do privado.Com isso,ao invés de agir para aproximar à realidade descrita pelo filósofo,o excesso de automóveis e a alta concentração de pessoas em horários específicos contribuem com a situação atual.
                 Deve-se pontuar,de início,que o grande volume de carros nas metrópoles brasileiras corroboram com a problemática.Historicamente,o modelo taylorista aplicado pelas industrias Ford, possibilitou a popularização desse veículo.No entanto,o propósito inicial de facilitar a mobilidade da população e atingir o objetivo do filósofo,foi interrompido em decorrência do despreparo logístico dos grandes centros em suportar o grande fluxo de carros,que invadiram o país a partir da ultima década do século XX.
                         Do mesmo modo,destaca-se que o alto volume de pessoas nos,popularmente conhecidos, ´´horários de pico``contribuem com o problema apresentado.Ao considerar que a maioria das empresas dessas cidades possuem um horário de funcionamento equivalente e que nenhuma infraestrutura de transporte é capaz de suportar a maioria dos habitantes de uma metrópole no mesmo tempo,tem-se que a causa fundamental do entrave debatido não está na disposição de recursos de mobilidade pública,mas sim,no funcionamento do sistema econômico-social brasileiro.Assim,pode-se inferir que essa estrutura atual distância a realidade vivida por esses indivíduos da proposta pelo discípulo de Sócrates.
                        Fica evidente,portanto,a necessidade de medidas que proporcionem uma qualidade de vida maior nos centros urbanos.Dessa forma,cabe ao Ministério da Infraestrutura(MI),órgão responsável pelas políticas nacionais de transito e transporte,implementar pedágios diários para carros com placas de outros municípios,por meio da criação de postos de averiguação e controle nas entradas e saídas da cidade,junto a um sistema que controle a quantidade de dias que o carro permaneceu na cidade,a fim de estimular o uso do transporte público.Outrossim,compete ao (MI) estimular as empresas a criarem horários alternativos de chegada e saídas de seus funcionários,por intermédio de preços diferenciados para os horários de grande circulação,de modo que as empresas,que são as financiadoras do transporte de seus colaboradores,percebam a vantagem financeira da mudança em sua estrutura.Logo,poder-se-á aproximar a realidade atual da defendida por Platão.