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    Na canção "o rodo cotidiano" da banda "O Rappa", é retratada a triste realidade do trabalhador brasileiro que necessita diariamente do transporte público. Embora a música verse apenas sobre o sistema ferroviário, todos os dias, telejornais transmitem engarrafamentos quilométricos responsáveis pelo problema na mobilidade da classe trabalhadora das metrópoles. Sob tal ótica, esse cenário é consequência dos interesses econômica entre o poder público e privado, resultando no desrespeito ao princípio fundamental do bem-estar social que é a liberdade de ir e vir.
     Segundo dados do IBGE, aproximadamente 75% da população brasileira utiliza o ônibus como meio de locomoção para realizar tarefas diárias por ser a única opção. Essa conjuntura só é possível, porque prefeituras de diversos estados estão ligadas ao poderoso grupo de empresas que dominam o setor de transporte. Desta maneira, o governo, principal responsável pelo transporte da população, deixa de investir em infraestrutura, principalmente "metroferroviário", a fim de beneficiar oligopólio rodoviário em troca de apoio eleitoral.
     Por outro lado, é válido ressaltar como esse panorama supracitado é capaz de limitar a cidadania do indivíduo. A partir da perspectiva do filósofo Jean Paul Sartre, o homem é condenado a ser livre. Nessa lógica, a falta de investimento no transporte público confronta com o pensamento de Sartre, visto que o indivíduo tem sua liberdade limitada pela problemática da mobilidade nas metrópoles, dificultando o acesso à espaços culturais ou tornando a duração do deslocamento urbano um problema que faz da sociedade brasileira ser menos democrática. 
     Portanto, para garantir que a mobilidade urbana não seja um entrave para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Assim, é necessário que as prefeituras enfrentem as empresas que dominas o setor de transporte e invistam na infraestrutura dos metrôs, ferrovias e rodovias, para que a população não seja condenada a pagar pela miopia dos interesses eleitorais com a liberdade de ir e vir.