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    Durante a Grécia Antiga, vários filósofos como Platão pensaram em uma cidade perfeita, tendo assim um modelo ideal, que segundo ele, era chamada de "Calípolis". Contudo, hodiernamente, cada vez mais as cidades estão longe de um modelo ideal, devido a inúmeros motivos, mas dentre eles a imensa velocidade da urbanização desordenada, que por sua vez causa vários problemas, entre eles está a dificuldade de mobilização.
       A princípio, é necessário analisar historicamente a organização das cidades. Diante disso, a organização das cidades antigas, como as da mesopotâmia e gregas eram, principalmente, onde tivessem rios e terras férteis para abastecê-las. Inclusive, vários filósofos gregos como Platão e Aristóteles buscaram um modelo ideal de organização e teorizaram que a cidade, as chamadas pólis, funcionariam corretamente se seus cidadãos agissem de acordo com seu papel social. Entretanto, séculos depois houve a Revolução Industrial, que mudou completamente a concepção de organização social, pois aglomeravam próximos à fábricas e indústrias, visto que, tal concepção perdura até os dias atuais. Consequentemente, gera uma movimentação nos centros urbanos por causa das obrigações somado ao crescimento desenfreado da população.
        Por conseguinte, esse inchaço populacional desenfreado traz consequências como a terrível dificuldade de locomoção urbana brasileira. Exposto isso, a mobilidade é assiduamente interferida pelo aumento populacional, e bem como afirma a música de Chico Science, A cidade - "A cidade não para, a cidade só cresce", uma vez que apesar de ser uma música, ela retrata tanto a desigualdade social gerada pelo crescimento como também segue no contexto do cenário atual, que apenas cresce e com ele, o número de circulação nas ruas e avenidas. Outrossim, segundo a Fundação Getúlio Vargas, a frota de veículos aumentou 400% nos últimos anos. Por consequência, o número de congestionamentos é cada vez maior, dificultando a locomoção das pessoas.
        É evidente, portanto, que medidas sejam tomadas urgentemente para estacionar o problema. Para isso, o Poder Executivo deve incentivar o uso de transportes alternativos como o uso da bicicleta, a partir de campanhas públicas, organizadas pelo órgão, afim de que estudantes e trabalhadores possam ultrapassar mais rápido os congestionamentos. Ademais, tal órgão precisa ampliar o metrô público, através da construção de mais estações e diminuição do preço da passagem, a fim de garantir mais uma alternativa de mobilidade alternativa para as pessoas. Dessa maneira, as cidades não seriam uma Calípolis, mas conseguiria uma melhor locomoção nas cidades.