Enviada em: 13/06/2019

Cada dia que passa percebemos cada vez mais a desvalorização da mulher no mercado de trabalho. Apesar da participação feminina no mercado de trabalho brasileiro estar em crescimento, as mulheres ainda tem muito o que lutar para conseguir, por exemplo, a igualdade salarial. Enquanto a renda média dos homens é de mais de mil e oitocentos reais por mês, a renda média feminina fica entre mil e trezentos reais, um valor trinta por cento inferior, e quando tratamos de mulheres negras, a diferença é ainda maior, a renda média mensal fica abaixo de mil reais. Os homens apesar de receberem salários maiores, a jornada semanal é de cerca de 40 horas, enquanto as mulheres trabalham quase cinquenta e sete horas semanais.    Além da desigualdade salarial, existem funções que são consideradas femininas. Temos como exemplo o trabalho doméstico, onde noventa e dois por cento do total de pessoas que exercem esse cargo, são mulheres. Já os cargos de alto escalão, dezenove por cento são exercidos por mulheres e mais da metade das empresas no Brasil assumem não ter mulheres em cargos de liderança.   Junto a esses fatores, não pode ser dispensado o assédio sexual no ambiente de trabalho, onde as mulheres são as principais vítimas. Não é preciso de muito para ter consciência que esse ato ocorre diariamente e que muitos não são reportados pelas mulheres por medo. Porém, já existem leis contra o assédio sexual no ambiente de trabalho, onde a vítima pode escolher denunciar a empresa, o agressor, ou os dois juntos. Caso o assédio seja comprovado, a vítima recebe indenização por danos morais e acidente de trabalho se houver danos psicológicos. Existe também a chance do afastamento do assediador do ambiente de trabalho.