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    Tendo de se considerar os famigerados manicômios da década de 80 e os respectivos conceitos taxados ao longo dos anos a grupos de pessoas com doenças ou transtornos mentais, bem como a carência das unidades de saúde no acompanhamento e tratamento dessas patologias, torna-se atualmente um agravante social e persistente na realidade de muitos indivíduos.
    "Loucos" e "dementes mentais" são alguns dos estereótipos que vem sendo empregados à pessoas com casos mentais. Preconceito enraizado desde os primeiros manicômios e persistente até os dias atuais, prejudica tanto a estes indivíduos em seu desenvolvimento social quanto na aceitabilidade de determinada doença ou transtorno,  tornando em muitos casos o diagnostico e tratamento tardio, depois de apresentar sintomas severos e contínuos. Entretanto, mesmo quando diagnosticados, ainda há uma falta de unidades especializadas em saúde mental que possam acolher estas pessoas; segundo dados de uma pesquisa realizada pela Abrae (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia)  somente onze estados contam com um serviço especializado.
    Assim sendo, cabe a todos se conscientizar das consequências que o preconceito às pessoas mentalmente doentes atinge todo um parâmetro de sua vida pessoal, incluindo até mesmo a dificuldade de ser aceito em uma instituição de ensino como até conseguir emprego e moradia. É considerável que possa haver mais debates a cerca do assunto, onde toda a população possa apoiar e compreender a tais grupos sociais, sendo também imprescindível a atuação das leis que possam garantir seus direitos. Ademais, é também necessário um maior investimento da parte do governo na infraestrutura e especialização de unidades de saúde para que possibilitem tratamentos em todas as regiões brasileiras. A saúde mental é componente chave de uma vida saudável.