A necessidade de debater as doenças mentais

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    No Brasil, doenças mentais como a depressão pós parto e ansiedade estão cada vez mais presentes no cotidiano da população. A ausência de um diagnóstico precoce em razão desse assunto ainda ser considerado um tabu na sociedade, impede o tratamento adequado para amenizar os danos causados por esses distúrbios.
         O primeiro aspecto a ser ressaltado é que segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 20% das pessoas com faixa etária entre 19 a 30 anos, sofrem com algum tipo de transtorno mental. A ansiedade é a doença mais comum devido essa fase da vida ser um período marcado por diversas mudanças e pela busca da estabilidade financeira. Sintomas como fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade e insônia, muitas vezes são considerados normais e não ocorre a procura de um profissional para realizar o tratamento necessário. A longo prazo, esse quadro pode ser agravado, a ansiedade pode se tornar uma depressão e prejudicar a vida do indivíduo.  
        Deve-se lembrar também que segundo pesquisa realizada pelo IBGE, a depressão pós parto atinge certa de 10% das mulheres que dão à luz. Sintomas como tristeza profunda, pensamentos negativos em relação ao bebê e negação do filho fazem parte desse distúrbio mental. O tratamento é fundamental, pois a sua ausência pode acarretar em uma doença denominada Distimia que caracteriza-se em uma depressão mais leve que altera a capacidade de raciocínio e desempenho funcional da mulher. 
        Para que o preconceito em relação às doenças mentais seja superado e o distúrbio possa ser diagnosticado e tratado no início, é necessário que o governo adote medidas, como, por exemplo, campanhas educativas passando informações sobre a importância de cuidar da saúde mental. Além disso, cabe as famílias não banalizarem doenças como a depressão e a ansiedade e não postergarem o tratamento para diminuir o risco de agravamento dessas alterações mentais.