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    Intolerância psicológica 
         Segundo a afirmação de Machado de Assis “De medico e louco todos temos um pouco”, frente a isso observamos que não há um conceito que defina doenças mentais ou pessoas realmente sãs. Contudo, pode-se compreende-la com base na ciência como uma síndrome ou padrão psicológico, podendo ser associada a uma incapacidade. A postura de muitos brasileiros diante da problemática é perversamente discriminada, e assim, corroborando o preconceito a essa classe. É imprescindível que órgãos públicos deem ênfase a essa questão. 
         Na Idade Média até a Idade Moderna, o doente mental passou a ser visto como um ser possuído pelo demônio, dessa forma, passaram a ser submetidos a tratamentos anti-humanitários como espancamentos, privação de alimentos, tortura generalizada, indiscriminada e até mesmo eletrochoques de alta voltagem levando em muitos casos o paciente a óbito. Nesse contexto, é importante salientar que, segundo Sócrates, os erros são consequências da ignorância humana, logo, é valido analisar que o desconhecimento na época em relação a mente humana foi intrinsecamente medieval. 
        Além da intolerância inata do homem as alteridades, há fatores externos que intensificam o problema. A falta do debate as psicopatias corrobora o estigma à elas, fazendo dessa forma que o número de pessoas com tais doenças continue a crescer de modo alarmante. Tendo em vista que, cerca de 400 milhões de pessoas sofrem de doenças mentais, dessas, 85% não tem acesso ao tratamento adequado de acordo com a Organização Mundial da Saúde(OMS). 
           Faz-se necessário, portanto, a indispensável adoção de medidas capazes de assegurar o respeito não somente a classe em questão, mas, a todos enraizados como inferiores perante ao dito “normal”. Posto isso, cabe a união destacar a importância de se estar discutindo e buscando meios adequados, para que possa haver um processo de inclusão que mantenha o efetivo respeito aos doentes mentais. Ademais, é importante que os ministérios da educação e cultura em parceria com setores midiáticos busquem através de campanhas sensibilizadoras afim de conscientizar e mostrar para a população que todos são iguais não somente perante a lei.