A necessidade de debater as doenças mentais

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    A humanidade lida com transtornos de ordem psiquiátrica e psicológica há séculos, mas apesar disso, pouco mudou desde a aplicação de métodos arcaicos desenvolvidos ainda na Idade Média em comparação com os dias de hoje. Diante da gravidade dessa questão, surge a necessidade da aplicação de soluções efetivas que sejam desenvolvidas pelo Estado e compreendidas pela sociedade. 
    Entretanto, o atenuamento dessas mazelas psicossociais estão atreladas, entre outros fatores, ao preconceito e à ignorância de muitos setores da sociedade em geral, proporcionando condições degradantes a indivíduos completamente incompreendidos e que sofrem com esses problemas.
    A formação desses tabus se deve há um processo histórico que remonta desde o século XV ao XVIII, no qual os pacientes eram submetidos à 
    completa exclusão social e a tratamentos que se confundiam com verdadeiras técnicas de tortura. Dessa forma, nos dias de hoje, a ausência de um debate que se relacione a esses transtornos, e a existência de um Estado completamente alheio a esses problemas continua a segregar os acometidos por essas patologias.
    Dentre os impossibilitantes do fim dessa problemática, destaca-se a falta de infraestrutura adequada para o antedimento de casos dessa ordem, ausência de profissionais em número relevante e com formação específica, além da omissão de casos que envolvam abusos contra os direitos desses indivíduos. A falha proporciona um problema não somente de saúde pública, passando a ser também um transtorno social.
    Portanto, é necessário que o poder público torne, mediante a formulação de novas leis e regulamentações no setor de saúde, a realizar uma reforma profunda em torno de hospitais, clínicas e demais instituições psiquiátricas no que diz respeito aos tratamentos empregados nos seus pacientes, ao passo que, por meio de canais de comunicação, consiga também desconstruir preconceitos há muito tempo disseminados junto ao restante da sociedade.