A necessidade de debater as doenças mentais

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    A banalização dos transtornos mentais é querer tratar qualquer tipo de doença mental (toc, depressão, bipolaridade e etc.) como um estado de espírito, excluindo qualquer tipo de seriedade que essa questão deveria ter. Ainda que os transtornos mentais não possuam causa específica, podendo ser formados por fatores biológicos, sociais e psicológicos, não é motivo para serem banalizados. 
              Nosso corpo é formado por sistemas e aparelhos que dependem uns dos outros, e quando ocorre algum tipo de emoção, uma série de trocas químicas e elétricas acontecem no nosso cérebro. Entretanto, a constituição genética é vista como uma facilidade orgânica que pode desenvolver determinada doença mental, isto é, independente de possuir o gene, não é certo que a pessoa vá ter algum transtorno.
              As condições de trabalho e os estresses do dia a dia exercem um certo tipo de influência nas escolhas e atitudes das pessoas. Desta forma, as reações agirão conforme a estrutura psicológica do indivíduo, e essa estrutura está diretamente ligada com as vivências que a pessoa teve ao longo da vida.
              Sendo assim, como cada indivíduo apresenta uma personalidade diferente, as influências estimulam as mudanças de comportamento. A exposição à frustração, à melancolia e etc, é uma forma de contribuir para que o indivíduo adquira comportamentos "diferentes". Portanto, a infância é o período de construção da identidade, no qual deve ser evitado qualquer fator que contribua para o retardamento das qualidades e pensamentos da criança.
            O Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento está realizando projetos para a identificação precoce infanto-juvenil, possibilitando intervenções antes do manifesto da doença. O trabalho com a comunidade também é importante, sem haver uma imposição na forma de comportamento, mas orientando para que quando apareça alguma adversidade, que possam buscar soluçoes, ultrapassando o problema.