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    A silenciosa epidemia dos transtornos
      As doenças mentais -crônicas ou não- são realidade para a sociedade moderna. Contudo, ainda são "tabu", vistas com preconceito ou sinônimo de "loucura". No entanto, as psicopatologias merecem não só serem temáticas de debates, mas também tratamento adequado e respeito. Apesar da legislação específica os portadores desses transtornos sofrem com a falta de conhecimento e cuidado. Enquanto várias famílias lidam com todo tipo de doença mental no escuro da falta de esclarecimento. 
      Ansiedade, psicose e depressão. Essas patologias têm um impacto maior que as doenças cardiovasculares na atualidade. A maioria dos acontecimentos modernos têm um potencial traumático para os jovens e adultos, o próprio cotidiano competitivo e mecânico é propício ao desenvolvimento de uma série de "medos" e transtornos. E, nesse contexto a desinformação impera, ainda que exista lei e garantia de tratamento a maioria das pessoas desconhece a gravidade, como lidar com os sintomas e aceitar em si ou no outro. Logo, é fundamental que esse tipo de doença esteja em voga para que, desse modo, seja mais fácil diagnosticar e curar, além de inúmeros estudos, pesquisas e campanhas que podem surgir e permitir melhores e mais eficazes modos de tratamento. Assim, a longo prazo os efeitos danosos dessa grave epidemia abrandarão. 
      Os números sobre essas condições psicopáticas são alarmantes. A falta de conhecimento a respeito dificulta o tratamento e a própria maneira de lidar das famílias. A quantidade de pessoas depressivas triplicou nas últimas décadas e o descaso com as patologias do gênero complicam os quadros. O filme "Uma lição de amor", por exemplo, aborda da maneira mais leve possível a vida de um doente mental na expectativa de despir de preconceito a família -no papel da filha- e os espectadores. 
      Portanto, é necessário debater sobre as doenças mentais para a plena conscientização a respeito, sejam elas heranças genéticas ou diagnósticos tratáveis. É essencial educar a sociedade a respeitar esses transtornos. É papel do Estado assegurar a efetivação da Lei Paulo Delgado, garantindo proteção e tratamento. O Ministério da Saúde deve oferecer terapia, consulta e medicação nos casos necessários. Paralelamente, a mídia deve propagar o tema e suas múltiplas maneiras de conscientização e convivência, através de novelas e comerciais, por exemplo.É papel da escola inserir da maneira mais igualitária e respeitosa possível crianças e adolescentes, com síndromes ou períodos depressivos, ansiosos, debatendo e orientando, além de oferecer acompanhamento psicológico. Por fim, a família deve estabelecer diálogo com abertura para que esses distúrbios não passem despercebidos e uma criação pautada no respeito as condições mentais de qualquer ser humano.