A necessidade de debater as doenças mentais

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    No Brasil do século XXI, uma das questões que permeiam a sociedade são as doenças mentais e os debates acerca dessas. A falta de informação e tratamento adequado leva à marginalização de quem sofre com tais transtornos. Destarte, urge que os órgãos responsáveis adotem medidas cabíveis com o intuito de coibir o problema em questão, em vista do bem-estar da comunidade civil.
             Em muitos lugares o suicídio é estigmatizado, até mesmo criminalizado por grande parte da população. Tal realidade é atenuada pela desinformação sobre as doenças mentais, que ainda são tratadas como tabu na sociedade. Em face dessa situação, a ansiedade, transtorno bipolar, depressivo e esquizofrenia, são algumas das enfermidades tratadas como "loucura", e não sendo aceitas pela sociedade hodierna, gerando muitas vezes o abandono das pessoas que sofrem com tais transtornos. Ao buscar minorar tal problemática, o Estado deve propor medidas a fim de combater a desinformação.
             Ainda, devemos nos atentar para a ausência de tratamento adequado, haja visto que estas doenças são tratadas como prioridade secundária na maioria dos países de média e baixa renda, e ainda representam 14% das doenças do mundo, mais que o câncer ou as doenças cardíacas, segundo um artigo publicado na revista científica The Lancet. Por isso, lidar seriamente com a dificuldade aludida pode implicar em melhorias significativas na organização da sociedade.
                     Assim sendo, os órgãos públicos devem atentar-se para a saúde mental, trabalhando com a divulgação de informações, para que se quebre os tabus que circundam esse tema. Qualificar e expandir os Centros de Atenção Psicossocial, Serviços Residenciais Terapêuticos e Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais, também é dever do Estado. Nós como sociedade, devemos entender a importância de compreender e querer pesquisar sobre o assunto, para que sejamos mais informados e possamos enxergar o que se passa com a pessoa que está a nossa volta.