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    Falar sobre transtornos mentais ainda é um assunto muito delicado, apesar de estarmos no século XXI, esse tipo de problema ainda é um estigma. Uma das complicações que isso causa é o medo no doente em procurar ajuda psiquiátrica e ser julgado negativamente por amigos e familiares. 
     O Brasil está liderando o ranking de transtornos relacionados a ansiedade de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), apenas 25% das pessoas com problemas mentais acreditam que outros compreendem sua experiência e segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) apenas de 15% à 25% da população que sofre com esses males possuem tratamento adequado. A falta de tratamento muitas vezes deve-se ao preconceito contra doenças mentais por parte das pessoas próximas ao necessitado. A lei nº 10.216 foi criada em 2001 para proteger os direitos dos doentes, mas por negligência governamental ainda não foi regulamentada.
     Mais conhecida como Lei Paulo Delgado, a lei nº 10.216 deve ser regulamentada para garantir os direitos do portador de sofrimento psiquíco, por fim aos hospícios e manicômios e de forma geral, humanizar o tratamento de doenças mentais. A população deve se ater ao fato de que doenças mentais são tão sérias e prejudiciais quanto doenças físicas e o governo, através da mídia, pode ter propagandas educativas que abordem esse assunto. Requer que o tema continue a ser discutido nos diversos grupos sociais e que projetos para redução do preconceito consigam transformar concepções conservadoras em um novo paradigma de saúde mental.