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    As doenças e distúrbios mentais são historicamente estigmatizados e consequentemente excluídos dos debates relacionados a saúde pública. Uma pessoa que apresenta alteração comportamental dificilmente receberá tratamento adequado, pois há socialmente uma generalização que apenas nos classifica como loucos ou sãos. Apesar do Brasil desde a década de 80 promover uma reforma psiquiátrica com a extinção dos manicômios e humanização do tratamento dos pacientes, enfrentam-se ainda problemas como a falta de diálogo e aceitação social desse tema.
      Quando o psiquiatra suíço Carl Jung diz: "Tudo depende de como vemos as coisas e não de como elas são", confirma-se que há uma diferença velada e ignorada por todos entre um indivíduo que sofre de ansiedade e procura um psicólogo e um paciente esquizofrênico medicado por um psiquiatra. A falta de conhecimento nos faz ignorar os muitos anos de estudos sobre a mente humana, e revela um preconceito relacionado com a psicologia, em que muitas pessoas sentem vergonha de dizer que fazem terapia por poderem ser alvo de piadas e serem tratadas como loucas.
       A criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) pelo governo brasileiro  foi um grande avanço nesse âmbito, pois agora os pacientes são encaminhados para locais onde recebem tratamento através de atividades cognitivas e de lazer, abandonando a desumanidade dos antigos hospícios e das terapias baseadas apenas em administração de medicamentos. Entretanto, a má distribuição territorial dessas unidades, bem como a falta de conhecimento por parte da população impede que ocorra uma efetiva implantação de um novo sistema.
      Portanto, uma alternativa para conscientização populacional sobre a diferenciação de casos patológicos ou não, é a atuação das instituições de ensino como escolas, que promovendo palestras com profissionais poderiam esclarecer melhor o assunto a todos. E por fim o governo deveria planejar melhor a reforma pretendida, estudando a regionalização do país e divulgando através da mídia os novos serviços públicos oferecidos.