A necessidade de debater as doenças mentais

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    Até 1980, o Governo mantinha manicômios, onde os pacientes recebiam tratamento desumanos. Neste contexto, nota-se a falta de políticas públicas e conscientização da população. Como resultado, doenças mentais são pouco debatidas. Logo, por vezes, os doentes não recebem tratamento adequado e são discriminados.
      Por certo, apesar de existir muitos portadores de mazelas mentais no país, a assistência e o tratamento são precários. Como exemplo, segundo o Programa de Esquizofrenia da Unifesp, 85% dos pacientes esquizofrênicos não conseguem remédios pelo SUS. Desta forma, as doenças não são tratadas adequadamente, o que pode levar ao agravamento da mesma. Além disso, sem o tratamento, os doentes perdem qualidade de vida, porque os sintomas, como fobias, não são controlados. Entretanto, uma parcela do sofrimento poderia ser evitada, já que com acompanhamento adequado há cura ou melhoria da patologia.
      Ademais, a sociedade, ainda, possui preconceito com distúrbios mentais. Para ilustrar, de acordo com uma pesquisa feita pela USP, muitos médicos deixam de encaminhar pacientes à psiquiatria por medo de ofendê-los. Desta maneira, percebe-se que os enfermos são estereotipados como malucos e excluídos da vida social. Neste âmbito, muito se deve a ausência de conhecimento sobre estas enfermidades. Por exemplo, segundo a OMS, 83% destes pacientes não são violentos. Apesar disto, é comum observar pessoas com medo dos mesmos. Com isso, além de sofrerem com a ausência de acompanhamento adequado,  eles enfrentam preconceito.
      Portanto, medidas são necessárias para tornar adequado o tratamento de psicopatologias. Tais como, o Ministério da Saúde deve investir em cuidados com os doentes. Com este fim,a disponibilização dos remédios pelo SUS e o aumento de unidades de tratamento especializadas são essenciais. Além disso, parcerias entre centros de cuidados psicológicos e empresas podem levar à inclusão no mercado de trabalho. Como conseguinte, eles serão reintegrados nos ambientes sociais e se sentirão mais úteis e importantes. Por fim, as Ong's, em parceria com a mídia, devem promover a conscientização da sociedade. Para isso, propagandas e palestras, dirigidas por psicólogos, são importantes. Nesta perspectiva, a população terá acesso aos sintomas e tratamentos destes males, o que reduzirá o preconceito. Assim sendo, os pacientes terão acompanhamento adequado e serão incluídos na vida social. Afinal, de acordo com Voltaire, o preconceito é uma opinião não submetida à razão.