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    O Debate
            Os transtornos mentais acometem cerca de 20% da população adulta em algum período de sua vida. A patologia depressão está em primeiro lugar no ranking de doenças mentais, seguida de distúrbio de ansiedade generalizada, distúrbio do pânico, transtorno bipolar e esquizofrenia. No Brasil sabe-se que o sistema público sofreu significativas alterações, a fim de evitar as internações psiquiátricas em hospitais, com a instalação dos CAPS, centro de atenção psicossocial.
        Infelizmente, tais locais não cumprem  que foi proposto. Alguns especialistas na área relatam que a quantidade de CAPS são insuficientes para o atendimento ambulatorial, assim como há necessidade de maior número de profissionais nas equipes multidisciplinares. A consequência desse fato surge na forma de parte dessas pessoas não são atendidas, e outras não terão vagas para a internação em casos mais graves.
             A Lei Paulo Delgado é a grande responsável pela reforma no sistema psiquiátrico brasileiro, no entanto os recursos disponibilizados pelo governo não são suficientes para atender a demanda. As providências que devem ser tomadas e estão descritas na Lei permanecem somente no papel, pois a omissão do governo em relação ao sistema de saúde é constatada nos CAPS.
             A reforma psiquiátrica propõe que a hospitalização ocorra somente em casos mais graves, eliminando o contingente de pessoas nos hospícios e gerando uma melhor qualidade de vida para o paciente e seus lares com sua família. Com esta finalidade os CAPS oferecem tratamento multidisciplinar acompanhado por psiquiatras, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, entre outros.
             Não só a falta de investimento, assim como a deficiência de unidades de saúde com capacidade para atendimento é somente um reflexo do descaso governamental, o qual precisa olhar de frente e organizar uma política que melhore esta realidade.