A necessidade de debater as doenças mentais

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    No livro "Os 13 porquês",  uma jovem em depressão gravou, antes de sua morte, fitas cassete em que explica os motivos pelos quais a levaria a cometer suicídio posteriormente. Fora da ficção não é tão diferente, diversas pessoas com doenças mentais vêm a cometer o suicídio, devido não só a falta de informação acerca da problemática, quanto a incompreensão do problema por parte da escolas. Assim, fica claro a necessidade de debater a questão das pessoas com doenças mentais.
    Devido ao tabu que ainda é mantido pela maioria dos brasileiros, de que quem vai ao psicólogo e psiquiatra é maluco, poucas são as pessoas que assumem a necessidade do tratamento. Deste modo, diversas doenças mentais que poderiam ser tratadas com o uso de remédios são ignoradas, levando tais indivíduos à atitude extrema de tirar sua própria vida por achar que é a única solução plausível. A OMS caracteriza o ser humano como biopsicossocial, afirmando ainda que para este ser considerado saudável ele deve estar livre de patologias físicas, psicológicas e sociais. Fica claro que a sociedade brasileira é vítima da desinformação sobre o tratamento.
    Ademais, a adolescência é uma fase primordial na vida do ser humano e as escolas atualmente não têm docentes capacitados para lidar com problemas psicológicos que durante essa idade começam a aparecer. Segundo Paulo Freire, a educação sozinha não é capaz de mudar a sociedade, mas sem ela a probabilidade que isso ocorra é ainda menor. Nesse sentido, pode-se perceber que o problema tem como raiz a educação que não se adequa à necessidade de alguns indivíduos. 
    Torna-se evidente, portanto, a necessidade de debater sobre as doenças mentais, para assim gradualmente diminuir o número de pessoas que cometem suicídio. Para isso a união do Ministério da Educação com canais televisivos é fundamental. Este propagando a mensagem de que problemas mentais tem tratamento e assim conscientizar a população e aquele promovendo projetos nas escolas para que os alunos sejam orientados corretamente sobre os problemas que podem vir a aparecer na adolescência.