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    Doenças e transtornos mentais afetam mais de quatrocentos milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, estima-se que esse número chegue a vinte e três milhões. Apesar de pertencer à realidade de inúmeros brasileiros, esse assunto ainda é pouco tratado e a ausência de debates sobre essa temática reforça a desigualdade e o preconceito aos quais são submetidos diariamente os portadores dessas doenças, o que contribui para a carência de um sistema que garanta o tratamento adequado a essas pessoas.
       Reflexo de uma política pública onde até 1980 esses pacientes eram submetidos a tratamentos que, além de ineficazes, eram desumanos, esse grupo ainda sofre com os resquícios desse processo. "Os procedimentos, a forma como os doentes eram vistos pelas pessoas não só içava um muro entre eles e a sociedade, mas, também, criou o estigma existente até os dias de hoje de que esses possuem limitações que os impedem de levar uma vida normal", afirma a psicóloga Mara Gabrilli.
      Como consequência disso, tem-se um modelo de assistência e tratamento inadequados aos portadores de doenças mentais. Apesar do aumento da receita destinada a esse setor, os CAPs (Centros de Atenção Psicossociais) não atendem a todas as regiões do país e assim como nos ambulatórios do Sistema Único de Saúde, por falta de estrutura, possuem instalações mal preparadas para realizar esse tipo de atendimento.
      São, portanto, necessárias a execução de melhorias nos CAPs com o intuito de auxiliar no tratamento aos pacientes; assim como, a implementação dessas instituições em outras localidades, a fim de atender a regiões que carecem desse serviço; e, principalmente, com o apoio do Ministério da Educação, a realização de palestras e debates que promovam a conscientização sobre essas doenças, pois, acreditar no potencial desses indivíduos é o primeiro passo para fortalecer uma política pública de saúde mental e derrubar preconceitos.