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    As doenças mentais em geral não são tratadas com a devida importância que necessitam, seja pela população ou pelo governo, tratando-as mais como uma dificuldade social do que um problema de saúde, ás vezes tão grave quanto o câncer, dificultando assim a prevenção e os tratamentos. Juntamente com a desvalorização vem a banalização de alguns transtornos que acaba por desvincular a  real gravidade dessas doenças prejudicando a busca por ajuda e tratamentos adequados.
    
    Segundo a ABP( Associação Brasileira de Psiquiatria) 30% dos brasileiros tem ou terão algum tipo de transtorno metal durante sua vida, seja ele a depressão, TOC, transtorno de ansiedade, problemas sérios de saúde que precisam ser tratados com sua devida importância, porém algumas práticas atuais vêm dificultando  o esclarecimento de tais doenças e a busca por tratamento, essas práticas banalizam e romantizam daquilo que não é comum e saudável ao ser humano, algumas delas como o simples fato de dizer que se "tem TOC", apenas por ser organizado, ridiculariza a gravidade da doença e a necessidade que ela tem de ser debatida. Quando algo se torna comum a sociedade perde-se a vontade de debater e contestar, as doenças mentais não podem entrar nesse patamar para que não se perca o diálogo.
    A maioria dos casos de suicídio se dá por problemas mentais não tratados, que podem ser evitados com o diálogo e a informação, comunicação que pode e deve ser feita pelas mídias sociais, pelas escolas, programas do governo, etc.
    
    O fato é que as doenças mentais devem ser desmistificadas e aproximadas à população, lembrando que a maior incidência de suicídios ocorre na adolescência,  as escolas devem sempre abordar o tema debatendo as causas, os sintomas, os tratamentos, em palestras e programas, juntamente com a exposição dos fatos aos país ou responsáveis. O esclarecimento do funcionamento dos centros de atendimento como CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), a efetivação das reformas necessárias nos tratamentos, como a lógica manicomial, e o aumento no número dos hospitais psiquiátricos, aproximando a solução à população,  seria de grande evolução e melhoria na prevenção e no tratamento desses transtornos.