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    Ao se recusar a fazer lobotomia (cortar parte do cérebro) em pacientes esquizofrênicos, Nise de Oliveira inovou no tratamento dos doentes mentais. Ela mostrou que é possível conviver harmoniosamente e, até, extrair expressões artísticas dessas pessoas. A partir de então surgira, discussões, as quais contribuíram para a humanização dos cuidados a esse grupo, porém, carregados de marcas tradicionais, levam adiante a utilização de medicamentos e olhares preconceituosos.
    Primeiramente, é válido perceber que as doenças nervosas ocupam o topo das enfermidades mundiais. Segundo a OMS, mais de 400 milhões de pessoas sofrem de algum transtorno mental, número que revela a ineficiência dos tratamentos oferecidos. Foi no século XVIII que a loucura passou a ser classificada como patologia e o isolamento em manicômios era a alternativa de “cura”, como mostra o documentário “O Holocausto Brasileiro”. Essa herança põe em questão a condição do doente mental na sociedade, o qual é tratado à base de medicamentos e algumas terapias, nem sempre acompanhadas da aceitação nas esferas sociais.
     Nesse sentido, é imprescindível atentar para a necessidade de se debater sobre o tema, tendo em vista o preconceito enraizado. É preciso levar em consideração que pessoas afetadas por esses transtornos não podem ficar isoladas, mas serem cuidadas por equipe especializada e aceitas por familiares e amigos, já que vivem na fragilidade humana. Nessa perspectiva, foram criados, no Brasil, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), garantido o acolhimento desses pacientes e a integração no meio social.
    Portanto, é primordial alavancar debates nos grupos familiares, por meio da educação em saúde promovidos pelas Unidades Básicas aliadas aos CAPS nas comunidades locais. Ademais, precisa-se investir em políticas públicas cada vez mais inclusivas e humanizadas que priorizem a reinserção dos doentes no meio familiar e profissional, por meio de consensos entre Ministérios da Saúde e do Trabalho e equipe multiprofissional. Assim será possível maximizar o trabalho iniciado de Nise: o de cuidar com dignidade. dignidadedigafeto.