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    Mundialmente marcados pelo preconceito, os distúrbios mentais são doenças que acometem o psicológico do indivíduo, muitas vezes tornando-o frágil ao convívio em sociedade e suscetível à uma visão deturpada da realidade. Diante de tais impasses, observa-se uma incipiente reposta de controle e tratamento da parte política e repulsa dos setores sociais, o que acarreta a perenização do preconceito e do cuidado inadequado com os afetados.
        Esquizofrenia, depressão e Síndrome do pânico, algumas das mais conhecidas doenças do campo psiquiátrico, são grandes causadoras de retração social, perda do equilíbrio psíquico e suicídios. Gerando discriminação por parte dos menos informados  e dificuldades na inserção social do paciente, elas, além de tantas outras doenças, criam um cenário preocupante de saúde pública. Estima-se que, atualmente, mais de 20 milhões de cidadãos sofrem com algum tipo de problema psicológico. Um número alarmante para a precária estrutura de suporte oferecida pelo Brasil.
       Outro ponto importante é a supervalorização da medicação e desatenção com outras formas de medidas complementares ao tratamento, como as instituições de apoio terapêutico. É notável o avanço científico promovido pelos fármacos, todavia, centros de recuperação que dão apoio emocional e estrutura para reeducação e inserção no meio comum são essenciais no processo de minimização dos efeitos dessas doenças.
       Faz-se necessário, portanto, a ampliação de programas de apoio psicológico, como o CAPS (Centro de Assistência Psicossocial), por ação do Ministério da Saúde, bem como a criação de mais postos de atendimento psiquiátrico em hospitais gerais públicos. Ademais, seria interessante a veiculação de informação, por meio dos setores de comunicação social em parceria com instrumentos midiáticos, a cerca do que são essas condições e como tratar os indivíduos portadores desses distúrbios, desmistificando e incentivando a erradicação do preconceito.